O que são estrelas de nêutrons?

Estrelas de nêutrons são, indiscutivelmente, um dos objetos mais exóticos do Universo. Como um daqueles amigos irritantes que aparentemente se superestima em cada aspecto da vida, estrelas de nêutrons excedem em quase todas as categorias: gravidade; força do campo magnético; densidade; e temperatura.

“Mas espere”, eu ouvi dizer, “buracos negros são muito mais densos!” Em certo sentido, isso é verdade, mas não podemos realmente determinar a estrutura interna de um buraco negro, uma vez que ela está para sempre oculta por trás do horizonte de eventos. Estrelas de nêutrons, com uma crosta sólida (e com até mesmo oceanos e atmosfera!) são os objetos sólidos mais densos que podemos observar, chegando algumas vezes a densidade de um núcleo atômico em seu núcleo. Continuar lendo

Trabalho incrível retrata todo o Universo em apenas uma imagem.

Agora você pode conferir tudo que há no universo olhando para apenas uma imagem. Exatamente, a representação criada pelo artista e músico Pablo Carlos Budassi reúne todos os elementos que compõe o cosmos em apenas uma figura. Aqui no Mega Curioso nós gostamos muito do universo e sempre publicamos notícias, teorias, estudos, imagens e qualquer novidade que envolva o tema.

Sobre isso, inclusive, já apresentamos aqui o mapa que lhe dá uma noção melhor sobre o tamanho do Sistema Solar. E o nosso sistema é justamente o ponto central da figura criada por Budassi, que se trata de um mapa logarítmico. Esses mapas permitem reunir áreas enormes em gráficos manejáveis com escala decrescente, na medida em que se move do centro para as bordas. Ou seja, quanto mais próximos do centro da imagem estejam localizados os objetos, maior será a escala em que serão retratados. Assim, mais distante está do nosso Sistema Solar, menor é a área do mapa destinada ao elemento do cosmos em questão. Continuar lendo

Se a Terra está girando a 1,7 mil km/h, como é que não sentimos nada?

Nós já falamos aqui no Universo Genial sobre o que aconteceria se, de repente, o nosso planeta parasse de girar e, conforme explicamos na matéria, as consequênciaas seriam catastróficas, já que a Terra gira a quase 1,7 mil quilômetros por hora — ou 1.675 mil km/h, para sermos mais precisos. No entanto, deixando as tragédias de lado, se o nosso mundo está se movendo tão depressa, como é que ninguém sente nada, nem uma tonturazinha sequer?

De acordo com Signe Dean, do portal Science Alert, a velocidade de rotação da Terra equivale a 465 metros por segundo — ou um pouco menos para os poucos que se encontram nos polos —, e nós não sentimos nada por conta da própria natureza do movimento. Segundo Signe, para entender esse curioso fenômeno, basta imaginar o que acontece conosco quando estamos viajando de avião, por exemplo. Quando nos encontramos em uma aeronave, voando em altitudes e velocidades constantes — e passeamos pelo interior do avião, incomodando os demais passageiros —, nós não sentimos que estamos nos deslocando a mais de 800 quilômetros por hora. Continuar lendo

Os segredos mais estranhos sobre a Lua.

A Lua é a companheira mais próxima do nosso planeta em suas viagens pelo espaço e é o único corpo celestial (além da Terra, claro) que os seres humanos tiveram a oportunidade de visitar pessoalmente até agora. Ainda assim, mesmo com toda a sua proximidade e familiaridade, nosso satélite ainda esconde muitos segredos. De seus aspectos científicos mais estranhos até as múltiplas formas em que afeta as nossas vidas, a Lua é um mistério que definitivamente vale a pena conferir de perto. Por esse motivo, você vê a seguir 11 dos fatos mais curiosos sobre o nosso querido satélite. Ainda que seja pouco mais que um grande pedaço de rocha com pouquíssima atividade geológica, a Lua também tem seus chacoalhões.

Esses movimentos similares a terremotos são divididos em quatro categorias, sendo as três primeiras (tremores profundos, vibrações por impactos de meteoritos e movimentos termais causados pelo calor do Sol) relativamente inofensivas. Já a quarta variante (tremores “rasos”) pode ser bastante desagradável, chegando a 5,5 graus na escala Richter e durando por incrivelmente longos 10 minutos. De acordo com a NASA, outro efeito deles é fazer a Lua “soar como um sino”. E o mais assustador é que não fazemos ideia do motivo por trás dos terremotos, já que o satélite não possui placas tectônicas ativas. Alguns pesquisadores acreditam que as ocorrências podem estar relacionadas às atividades das marés na Terra, que são causadas pela atração lunar. No entanto, essa teoria se demonstra inconclusiva, já que as forças marítimas afetam a Lua como um todo e os tremores acontecem em locais específicos.
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Veja um tipo de estrela tão estranha que faz buracos negros parecerem chatos.

Quando uma estrela gigante morre, ela entra em colapso e ou se transforma em buraco negro ou então em uma estrela de nêutrons supermassiva. Mas há outras possibilidades que ainda não foram comprovadas. Uma delas é um tipo teórico de estrelas tão interessante que fariam buracos negros parecerem chatos. Para entender este tipo de estrela especial, é necessário falar algumas coisinhas sobre as estrelas de nêutron.

Como o próprio nome sugere, elas são compostas em sua maioria por nêutrons, apesar de ter outros tipos de partículas também. Nossos modelos atuais sugerem que há uma camada externa de átomos comuns cercados por elétrons soltos, e mais para dentro há um núcleo de prótons e nêutrons. Ainda mais ao centro há uma mistura de nêutrons soltos, núcleo e elétrons livres. A composição do centro do centro, porém, ainda não foi determinada. O ponto-chave é que a estrela de nêutron é formada quando a força da gravidade é grande o suficiente para esmagar o conteúdo equivalente de uma estrela inteira em uma esfera pequena, de apenas 32km de diâmetro. Continuar lendo

Astrônomos descobrem que o universo é muito maior do que pensávamos e contém ao menos 2 trilhões de galáxias!

Um grupo internacional de pesquisadores liderado por Chistopher Conselice, professor de astrofísica da Universidade de Nottingham (Reino Unido), descobriu que o universo contém pelo menos 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais do que se pensava anteriormente. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal. A tentativa de determinar quantas galáxias existem no universo observável é um objetivo antigo dos astrônomos.

Nos últimos 20 anos cientistas usaram imagens do Telescópio Espacial Hubble para estimar que o universo que podemos ver contém entre 100 a 200 bilhões de galáxias. A tecnologia existente hoje nos permite estudar apenas 10% dessas galáxias, enquanto o restante só será observável quando telescópios melhores forem desenvolvidos. A pesquisa do professor Conselice é resultado de um trabalho que já dura 15 anos. Tudo começou com um investimento científico da Royal Astronomical Society conquistado pelo aluno de graduação Aaron Wilkinson, que hoje é aluno de PhD na Universidade de Nottingham. Para chegar ao número 2 trilhões de galáxias, a equipe criou mapas em 3D com informações de telescópios ao redor do mundo, principalmente do Hubble. Continuar lendo

Algo silencioso e fatal está exterminando galáxias!

Galáxias inocentes estão sendo assassinadas: a vida está literalmente sendo sugada para fora delas. Embora o culpado ainda esteja em liberdade, uma equipe de pesquisadores do Centro Internacional de Pesquisas de Radioastronomia (ICRAR, na sigla em inglês), na Austrália, está trabalhando incansavelmente para solucionar o caso.

Depois de examinar 11.000 galáxias usando o Sloan Digital Sky Survey (SDSS, o mais ambicioso levantamento astronômico em andamento na atualidade) e os dados do Arecibo Legacy Fast ALFA Survey, a equipe concluiu que um processo chamado em inglês de “ram-pressure stripping”, que força o gás para fora das galáxias, é mais comum do que se imaginava anteriormente. Isso causa uma morte rápida, porque sem gás, as galáxias são incapazes de produzir mais estrelas. Então, quem é o principal suspeito deste crime? O material misterioso e invisível que desafia a nossa detecção há anos. Continuar lendo