Nosso Sol pode ter nascido com um gêmeo mau: a estrela Nêmesis!

Um novo paradigma sobre como as estrelas são formadas fortaleceu a hipótese de que a maioria delas – se não todas – nascem em pares ou “ninhadas”, com ao menos um irmão. Nossa própria estrela central, rainha do Sistema Solar, provavelmente não é uma exceção: alguns astrônomos suspeitam de que o irmão distante do Sol possa ser o seu gêmeo mau, responsável, segundo eles, pela morte dos dinossauros.

Depois de analisar os dados de uma pesquisa via ondas de rádio, realizada em uma nuvem de poeira na constelação de Perseus, dois pesquisadores da UC Berkeley e do Observatório Astrofísico de Harvard-Smithsonian concluíram quem todas as estrelas semelhantes ao Sol nasceram acompanhadas. “Conduzimos séries de modelos estatísticos para verificar se há explicação para as populações parentais de jovens estrelas, singulares e binárias, dentre todas as separações que ocorreram na Nuvem Molecular de Perseu. O único modelo que poderia reproduzir esses dados foi aquele no qual todas as estrelas se formaram inicialmente em extensão binária”, disse o pesquisador da UC Berkeley, Steven Stahler. Continuar lendo

Seis razões que explicam a importância da astronomia para a sociedade.

Com um custo anual de 30,8 milhões de dólares, o Observatório Keck custa 53 mil dólares por uma única noite de operação. O Telescópio Espacial James Webb custará aproximadamente 8,8 bilhões de dólares para atingir a órbita terrestre. E o Sistema de Lançamento Espacial, que levará a cápsula Orion ao espaço, deverá custar US$ 38 bilhões. Por que são gastos bilhões de dólares com a astronomia? Quais são os benefícios dessa ciência para a sociedade? Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pelos avanços na astronomia. Talvez a razão mais importante para estudar a astronomia é que ela procura satisfazer a nossa curiosidade fundamental sobre o mundo em que vivemos, e responder às perguntas grandes:

Como foi o universo criado? De onde viemos? Existem outras formas de vida inteligente? Cada avanço na astronomia move a humanidade um passo à frente na busca pela capacidade de responder a estas perguntas. Com o avanço da tecnologia espacial, estamos tomando um olhar cada vez mais distante para universo primordial, e chegamos à conclusão de que nós somos mera poeira estelar. A astronomia sempre lembra as pessoas de duas coisas aparentemente contraditórias. Primeiro que o universo é infinito e nós não temos a menor fração de importância. E segundo que a vida é rara e preciosa. Uma casa tão bonita e única como a Terra não é muito comum. Devemos protegê-la. Veja abaixo alguns exemplos onde a Astronomia foi e é essencial: Continuar lendo

Veja o céu de 10 bilhões de anos atrás.

Em uma das pesquisas multi-observatório mais abrangentes já feitas, astrônomos acreditam que as galáxias como a nossa Via Láctea sofreram um “baby boom” – apelido dado ao súbito aumento de natalidade que aconteceu logo depois da Segunda Guerra Mundial -, produzindo estrelas a uma velocidade absurda, cerca de 30 vezes mais rápido do que hoje. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista “The Astrophysical Journal”.

O nosso sol, no entanto, não estava nessa festa. O frenesi de parto de estrelas da Via Láctea teve seu pico 10 bilhões de anos atrás, mas a nossa estrela estava atrasada e só foi se formar aproximadamente 5 bilhões de anos atrás. Neste momento, a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia já tinha diminuído muito de ritmo. Com base nestas informações, a NASA transformou em imagem como seria o nosso céu em meio a este boom de estrelas por todos os lados. Continuar lendo

Astrônomos descobrem que o universo é muito maior do que pensávamos e contém ao menos 2 trilhões de galáxias!

Um grupo internacional de pesquisadores liderado por Chistopher Conselice, professor de astrofísica da Universidade de Nottingham (Reino Unido), descobriu que o universo contém pelo menos 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais do que se pensava anteriormente. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal. A tentativa de determinar quantas galáxias existem no universo observável é um objetivo antigo dos astrônomos.

Nos últimos 20 anos cientistas usaram imagens do Telescópio Espacial Hubble para estimar que o universo que podemos ver contém entre 100 a 200 bilhões de galáxias. A tecnologia existente hoje nos permite estudar apenas 10% dessas galáxias, enquanto o restante só será observável quando telescópios melhores forem desenvolvidos. A pesquisa do professor Conselice é resultado de um trabalho que já dura 15 anos. Tudo começou com um investimento científico da Royal Astronomical Society conquistado pelo aluno de graduação Aaron Wilkinson, que hoje é aluno de PhD na Universidade de Nottingham. Para chegar ao número 2 trilhões de galáxias, a equipe criou mapas em 3D com informações de telescópios ao redor do mundo, principalmente do Hubble. Continuar lendo

Um dos maiores objetos do Universo é descoberto atrás da Via Láctea.

Através da névoa espessa de nossa própria galáxia, os astrônomos descobriram algo incrível: uma das maiores estruturas já encontradas no Universo. Chamado de Superaglomerado de Vela, o objeto recentemente descoberto é um grupo maciço de vários conjuntos de galáxias, cada um contendo centenas ou milhares de galáxias. “Eu não podia acreditar que uma estrutura tão grande se estendesse tão proeminente depois de observar aquela região do espaço”, relata Renée Kraan-Korteweg, astrofísica da Universidade de Cape Town, na África do Sul.

Kraan-Korteweg e sua equipe publicaram a descoberta do superaglomerado, com o nome da constelação Vela, onde foi encontrado, nas Cartas de Avisos Mensais da Royal Astronomical Society. Pode ser difícil acreditar que um objeto tão grande possa ter passado despercebido, mas faz mais sentido quando você considera onde nós vivemos. A Via Láctea, nossa casa galáctica, hospeda mais de 100 bilhões de estrelas, trilhões de planetas e nuvens coloridas de gás e poeira. Isto faz dela um parque de diversões brilhante para estudar objetos individuais, como buracos negros, a formação de sistemas solares alienígenas ou planetas extrasolares potencialmente habitáveis.
Mas se você é um astrônomo tentando olhar além da Via Láctea e observar o Universo mais profundo, tudo isso está no seu caminho: Continuar lendo

Astrônomos descobrem a menor galáxia satélite da Via Láctea!

Astrônomos observaram através do Telescópio Subaru, no Japão, uma nova galáxia satélite da Via Láctea. Os especialistas acreditam que este é o menos brilhante companheiro já descoberto da nossa galáxia. A pequena galáxia, chamada Virgem I, junta-se a cerca de 50 companheiras conhecidas da Via Láctea. Ela está localizada a 280.000 anos-luz de distância e tem 124 anos-luz de diâmetro – algo minúsculo mesmo para uma galáxia anã. Como comparação, a Via Láctea tem cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro.

A galáxia satélite foi descoberta apenas recentemente porque estava abaixo do limite de detecção de pesquisas anteriores. Do nosso ponto de vista, a luz da Virgem I é 1,5 bilhões de vezes mais fraca do que a Grande Nuvem de Magalhães, a maior companheira da nossa galáxia, e é ainda mais fraca do que a maioria das estrelas. A galáxia tem uma magnitude absoluta de -0,8, o que faz dela 1,6 vezes mais fraca do que o nosso Sol, que é bastante médio. Relatada no Astrophysical Journal, esta descoberta implica que a nova galáxia poderia ser a primeira de muitas companheiras anãs ultra-fracas.  “Esta descoberta implica centenas de pequenos satélites anões à espera de serem descobertos ao redor da Via Láctea”, disse o autor principal Masashi Chiba, da Universidade de Tohoku, no Japão. Continuar lendo

A causa dos eventos mais violentos do Universo!

Um novo estudo da Universidade de Princeton, nos EUA, propôs uma solução para um mistério que tem intrigado o mundo da física há décadas: como as explosões solares, as rajadas de raios gama e as auroras boreais disparam tão rapidamente? Essa é uma questão importante, já que as explosões solares podem interromper os meios de comunicação na Terra, e rajadas de raios gama podem extinguir a vida no planeta sem qualquer aviso.

Agora, os cientistas pensam que podem finalmente ter uma resposta. Todos esses fenômenos de alta energia ocorrem graças a algo chamado de “reconexão magnética”, que ocorre quando as linhas do campo magnético se juntam, se separam e se reconectam explosivamente. Até hoje, porém, os físicos não foram capazes de descobrir como isso pode acontecer tão rápido.  Logo abaixo, você vê uma demonstração da reconexão magnética: As linhas do campo magnético que você pode ver em vermelho e azul são incorporadas no plasma – o gás quente e carregado que compõe 99% do universo visível. De acordo com a nossa compreensão atual, o processo de reconexão magnética ocorre em finas folhas de plasma, onde a corrente elétrica é altamente concentrada. Continuar lendo