O Universo é finito ou infinito?

 Nós sabemos que o universo está se expandindo, pois, com algumas exceções próximas, quase todas as galáxias no Universo estão se afastando de nós e de umas as outras. Não só isso, mas galáxias muito distantes parecem estar se afastando ainda mais rapidamente, o que evidencial que o universo está se expandindo a uma taxa crescente. Observações dos vários momentos do universo sugerem que, para os primeiros bilhões de anos, a expansão do universo desacelerou – mas, em seguida, aproximadamente 8 bilhões de anos atrás, a expansão começou a acelerar.
Se a aceleração continua (o que parece provável), o universo nunca vai abrandar a sua expansão ou re-colapsar. Isso corresponde à ideia de um universo “plano”, que é atualmente o modelo mais aceito. Mas um universo espacialmente plano pode ser característico de qualquer um universo finito ou infinito. Quando dizemos que o espaço é “plano”, que significa que ele obedece a geometria euclidiana: linhas paralelas nunca se cruzam, e os ângulos de um triângulo sempre somam 180 graus. Podemos imaginar o universo em duas dimensões como um avião, que é plano e infinito (como um pedaço de papel infinito). Mas também podemos imaginar que esse papel esteja sendo dobrado em forma de um cilindro, e, em seguida, dobrado novamente em forma toroidal (forma de rosca). Nesse caso, a superfície do toro é espacialmente plana, como o pedaço de papel, mas finita. No entanto, com a expansão, é possível que, mesmo se o universo tenha apenas um volume muito grande, ele irá atingir o volume infinito no futuro infinito.

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A NASA explica o que é um buraco negro.

Se a sua cabeça vive nas alturas e você gosta de assuntos “espaciais”, como astronautas, missões, naves, sondas, satélites, asteroides, estrelas, luas, planetas e tudo mais o que existe lá fora, provavelmente já deve ter lido algo sobre os misteriosos buracos negros, não é verdade? Hoje em dia, milhares de cientistas ao redor do globo terrestre têm se pronunciado acerca do assunto, mas as novidades não param de surgir.

Confundindo a cuca de muita gente que fica sem ter uma resposta clara e objetiva sobre estes gigantes invisíveis que estão estacionados em vários lugares ao longo das galáxias. Com isso, a equipe do Universo Genial resolveu separar e organizar o que a NASA tem a dizer em seu site oficial sobre os inusitados buracos negros, que tanto têm intrigado os especialistas — principalmente dos anos 70 em diante. Vamos lá! Trata-se de certas regiões no espaço onde a gravidade puxa de uma forma tão absurda, que nem mesmo a luz escapa desses “monstros espaciais” — por isso você não consegue enxergar nenhum deles, pois eles são invisíveis. A formação de um buraco negro acontece quando uma grande estrela morre e simplesmente é implodida, fazendo com que a sua densidade se torne infinita com o acúmulo da massa em um único ponto. Continuar lendo

O que vai ocorrer com os corpos dos colonizadores que morrerem em Marte?

Parece que os planos de enviar humanos para colonizar Marte são sérios mesmo e, conforme as coisas vêm progredindo, é possível que não demore muito para que os primeiros desbravadores sejam enviados ao Planeta Vermelho. Afinal, existe um projeto em andamento do pessoal da Mars One que já conta com milhares de interessados e, mais recentemente, Elon Musk, da Space X, também apresentou ideias de como pretende enviar pessoas até lá.  No entanto, apesar de toda a animação com a possível colonização de Marte, a empreitada não será nada fácil e, segundo disse Elon Musk, quem quiser ir até o Planeta Vermelho precisa estar preparado para morrer.

Além disso, pensando que aqueles que sobreviverem à viagem estarão fixando residência em outro mundo, isso significa que eles podem nunca mais voltar à Terra. Nesse caso, e os cadáveres desse povo, que fim levarão? Segundo Sarah Laskow, do site Atlas Obscura, de todas as pessoas que já foram enviadas ao espaço até hoje, só três perderam a vida: os cosmonautas russos Georgy Dobrovolsky, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev, que estavam a bordo da Soyuz 11 e morreram durante a sua reentrada na atmosfera terrestre. Portanto, quando o primeiro terráqueo morrer em Marte, esse triste evento será uma espécie de marco para a humanidade. Continuar lendo

Eis a primeira imagem capturada da matéria escura: ela existe de verdade!

Apesar de ocupar cerca de 25% do Universo, a matéria escura é uma substância misteriosa para a Astronomia. Ela é considerada uma teia que conecta o Universo, invisível e que não pode ser medida. A ideia de que a matéria escura existe só se sustenta pelo fato de se acreditar que há “alguma coisa” mantendo as galáxias e as estrelas em seus devidos lugares. Por isso, a primeira imagem capturada desta estrutura, que você vê acima, impressionou o meio científico.

A descoberta foi publicada em um artigo no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society na edição de março de 2017. A imagem desta substância, que não brilha, não absorve nem reflete luz foi divulgada por pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Reino Unido. Ela é considerada uma teia que conecta o Universo, invisível e que não pode ser medida. De acordo com a Universidade, o registro “confirma as previsões de que as galáxias em todo o universo estão ligadas através de uma teia cósmica conectada pela matéria escura, que até agora permaneceu inobservável”. Continuar lendo

Você pode ter a inteligência de Einstein ou Da Vinci?

Albert Einstein e Leonardo da Vinci nasceram brilhantes ou adquiriram a sua inteligência através do esforço? Ninguém sabe ao certo, mas dizer às pessoas que o trabalho duro supera os genes provoca mudanças imediatas no cérebro e pode torná-los mais dispostos a lutar pelo sucesso, indica um novo estudo da Universidade do Estado de Michigan (EUA).

Os resultados sugerem que o cérebro humano é mais receptivo à mensagem de que a inteligência vem do ambiente, independentemente se isso é verdade ou não. E esta mensagem simples, afirma o principal investigador Hans Schroder, pode nos levar a trabalhar mais.  “Dar às pessoas mensagens que incentivam a aprendizagem e a motivação pode promover um desempenho mais eficiente”, compara Schroder, um pesquisador clínico no Departamento de Psicologia da Universidade de Michigan. Continuar lendo

Você sabe qual é a distância em quilômetros de 1 ano-luz?

O ano-luz, como o próprio nome já diz, é a distância que a luz percorre no vácuo no período de um ano. Até onde nossas descobertas nos permitem chegar, a velocidade da luz é a coisa mais rápida de que se tem notícia. Por esse motivo, os especialistas utilizam a luz para calcular distâncias no Sistema Solar e em outras partes do universo. Para se ter uma ideia, o Sol está a oito minutos-luz da Terra e a Lua está apenas a um segundo-luz. Parece pouco, não é mesmo?! Mas, se você pensar que a luz que vemos de outros astros demora algumas horas para chegar até aqui, talvez as coisas ganhem uma nova perspectiva.

E isso traz alguns empecilhos para a comunicação, por exemplo: uma radiotransmissão de Marte para a Terra (percorrendo a velocidade da luz) demoraria uma média de 20 minutos para chegar até nós. Na prática, um ano-luz equivale aproximadamente a 9.461.000.000.000 quilômetros. Se compararmos a distância entre o centro da Terra e o centro da Lua – que é de 384.403 quilômetros –, isso ainda parece fichinha perto de um ano-luz. Outro bom exemplo é Plutão, que no ponto mais distante de sua órbita está somente a 7.400.000.000 quilômetros do centro do Sistema Solar. Continuar lendo

O que é uma onda de choque espacial?

No início deste ano, a sonda Voyager 1 da NASA passou um “tsunami” de ondas de choque e, de acordo com novos resultados, ele ainda está se propagando. Essa é a onda de choque de mais longa duração que os pesquisadores já viram no espaço interestelar. A sonda atravessou três destas ondas e a mais recente delas, observada pela primeira vez em fevereiro deste ano, ainda parece estar acontecendo.

Uma onda, relatada anteriormente, ajudou os pesquisadores a determinar que a Voyager 1 entrou no espaço interestelar. “A maioria das pessoas pode pensar que o meio interestelar é suave e silencioso. Mas essas ondas de choque parecem ser mais comuns do que pensávamos”, disse Don Gurnett, professor de física na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Gurnett apresentou os novos dados na última segunda-feira, dia 15, na reunião da União Geofísica Americana, em San Francisco.  Continuar lendo