Veja como a NASA usa o Sol e a Lua para fazer fotos supersônicas.

Para entender como a densidade do ar impacta um avião e outros detalhes de voo, a NASA utiliza o Sol e a Lua para capturar fotos incríveis. Usando uma técnica fotográfica de alta velocidade, você vai poder acompanhar algumas dessas imagens logo abaixo — o nome da técnica é “Schlieren”.

Os cientistas da NASA tiraram várias fotos dos aviões de modo bem preciso no exato momento em que eles passam pelo Sol e pela Lua para obter os resultados. E tudo acontece bem rápido em velocidades supersônicas. Então, a imagem é refinada pela NASA por meio de um código derivado. O resultado final apresenta como a densidade do ar afeta o avião.Esse método meticuloso é chamado de “Background-Oriented Schlieren”. “Usar objetos celestiais como fundo possui várias vantagens ao fotografar aviões”,disse o porta-voz Michael Hill. “Nós podemos usar essa técnica basicamente em qualquer coisa que fique entre a câmera e o Sol”, disse. Veja o vídeo abaixo. O valor do equipamento para realizar as imagens custa em torno de US$ 3 mil, de acordo com a NASA. Continuar lendo

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O multiverso é uma teoria científica?

Na linguagem comum, teoria significa simplesmente “uma ideia de como algo funciona.” Qualquer pessoa pode desenvolver uma teoria. Mas para criar uma teoria científica, você tem que fazer muito mais. Em particular, qualquer nova teoria científica deve observar o quadro atual da ciência, incluindo as atuais/melhores teorias líderes e todos os dados disponíveis, e conhecer os três seguintes critérios: Uma teoria deve reproduzir todos os sucessos da teoria existente anteriormente.  Deve explicar alguns novos resultados que contradiziam ou estavam fora da velha teoria. E talvez o mais importante, ela precisa fazer novas previsões, testáveis que não tenham sido testadas antes, e que pode ser confirmadas, validadas ou refutadas.

Esses critérios são reproduzidos em toda a história da ciência moderna e anda lado a lado com os avanços científicos em praticamente todos os campos, desde os “simples” como a física até os “complexas” como a biologia.  O geocentrismo descritivo – com epiciclos, equantes e deferentes – foi substituído pelo heliocentrismo, com as elípticas e órbitas de Kepler, ampliado depois pela gravidade de Newton. Não foram só as posições e movimentos dos planetas que foram explicados. Através do heliocentrismo, entendemos as luas de Júpiter, fases, órbitas excêntricas de Marte e Vênus e novas previsões foram feitas sobre a periodicidade e retorno dos cometas. Continuar lendo

As impressionantes previsões de Tesla para o futuro.

Já estamos em 2017 e o povo ainda quer saber: onde raios estão os skates voadores que vimos em “De Volta para o Futuro”? Já andaram fazendo pegadinha com a gente ano retrasado, com vídeo e tudo. Todo mundo acreditou e quis pedir um na hora. Mas era mentira. #chateado. Não tenho a menor previsão de que dia/ano essa invenção mirabolante vai chegar ao mercado a fazer parte do nosso dia a dia. Até porque eu não sou nenhuma Nikola Tesla.

Esse sim manjava do futuro. Se estivesse vivo hoje, ele provavelmente saberia a resposta. Porque além de ser um físico genial, ele realmente previu um monte de tecnologias do século 21. E com bastante precisão. Em 30 de janeiro de 1926, uma revista chamada Collier publicou uma entrevista com o lendário inventor. Nela, Tesla falou sobre suas previsões surpreendentes para o futuro. Entre elas, ele falava de um mundo de máquinas voadoras, energia sem fio e superioridade feminina. Algumas das previsões foram certeiras. Outras, nem tanto. Continuar lendo

As transformações que acontecem quando você vai pro espaço e volta.

Não é difícil que fiquemos curiosos a respeito da vida fora da Terra. Como é morar em um lugar sem gravidade? O que acontece com os nossos sentidos na Estação Espacial Internacional? E para ir ao banheiro, como fazem os astronautas? Porém, não é tão comum que pensemos a respeito do que acontece com o nosso corpo depois de voltarmos do espaço. Em um artigo no portal de perguntas e respostas Quora, o engenheiro e ex-astronauta Garrett Reisman conta como foi essa experiência de voltar à Terra depois de uma temporada vivendo no grande vácuo sem gravidade que é o espaço.

Ele participou de uma expedição à ISS em março de 2008, à bordo do ônibus espacial Endeavour, retornando três meses depois. Em maio de 2010, passou mais 12 dias no espaço, desta vez chegando à Estação Espacial Internacional com o ônibus espacial Atlantis. “A comida é muito melhor aqui na Terra. E tomar banho e ir ao banheiro também é muito mais fácil aqui. Mas você passa por um processo de adaptação estranho quando volta para a Terra. A primeira coisa que se nota é que tudo parece realmente pesado. Depois de 95 dias na Estação Espacial Internacional, voltei para a Terra no ônibus espacial Discovery. Tirei o capacete e parecia que eu estava segurando a âncora do [mega porta-aviões] USS Nimitz na minha mão. ‘Ah, que maravilha’, pensei, ‘como é que eu vou escovar os dentes? A escova vai ser muito pesada!’ Continuar lendo

Assim seria a Terra sem a Lua.

A Lua surgiu de um impacto da Terra e um corpo denominado Thea há bilhões de anos. Se ela não existisse, ou desaparecesse por algum motivo, a vida no planeta seria bem diferente, ou melhor, até poderia não existir. O eixo de rotação do planeta Terra permanece estável em cerca de 23,5º de inclinação, e isso só é possível por causa de nosso satélite natural. Sem ele, a inclinação atingiria 85º, o que não seria um fator favorável a vida. Os dias seriam mais curtos sem a Lua, algo entre 15 e 18 horas. Isso aconteceria porque com a Lua, as forças de maré diminuem a velocidade de rotação do planeta, tornando o dia mais longo.

Com uma velocidade de rotação mais rápida, a atmosfera terrestre se moveria com maior velocidade, fazendo com que os ventos ficassem muito mais fortes e grandes furacões seriam mais longos. Por causa da mudança do eixo de inclinação e a velocidade orbital, o clima seria drasticamente diferente. Nos polos, onde faz muito frio, seria quente como nos trópicos, que estariam cobertos por gelo. Como se não bastasse, aquela esfera esburacada branca atua como um eficiente escudo contra a colisão de Asteroides. Se ela não existisse, a Terra seria a única fonte de atração gravitacional, atraindo ainda mais objetos para a superfície do planeta. Imaginando que a Lua nunca tenha existido, o impacto da Terra e Thea que a formou também nunca teria acontecido. Continuar lendo

A lenda do Planeta Nibiru!

A origem do mito de Nibiru remonta ao período em que surgiram os sumérios, um dos mais antigos povos da Mesopotâmia, há cerca de 5 mil anos. A cultura suméria tornou-se uma das mais avançadas da Antiguidade. Inventores da primeira linguagem escrita que se tem notícia – a cuneiforme -, eles deixaram diversos registros históricos em tábuas de argila, que permaneceram indecifráveis em museus europeus por séculos.

Mais tarde, descobriu-se que um dos campos de estudo da antiga civilização havia sido a astronomia. E, aparentemente, eles tinham noções muito interessantes do universo.Datando de cerca de 3500 a.C., os escritos e representações sumérias já organizavam o Sistema Solar de forma muito similar à que conhecemos hoje, composto por 12 planetas (consideravam a Lua entre eles) que orbitavam em torno do Sol (também visto como um planeta). Porém, além dos dois corpos celestes já citados, de Plutão, que recentemente foi rebaixado a planeta anão, e de outros oito conhecidos nossos (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), faltaria mais um planeta na lista dos sumérios.  Continuar lendo

O Universo é finito ou infinito?

 Nós sabemos que o universo está se expandindo, pois, com algumas exceções próximas, quase todas as galáxias no Universo estão se afastando de nós e de umas as outras. Não só isso, mas galáxias muito distantes parecem estar se afastando ainda mais rapidamente, o que evidencial que o universo está se expandindo a uma taxa crescente. Observações dos vários momentos do universo sugerem que, para os primeiros bilhões de anos, a expansão do universo desacelerou – mas, em seguida, aproximadamente 8 bilhões de anos atrás, a expansão começou a acelerar.
Se a aceleração continua (o que parece provável), o universo nunca vai abrandar a sua expansão ou re-colapsar. Isso corresponde à ideia de um universo “plano”, que é atualmente o modelo mais aceito. Mas um universo espacialmente plano pode ser característico de qualquer um universo finito ou infinito. Quando dizemos que o espaço é “plano”, que significa que ele obedece a geometria euclidiana: linhas paralelas nunca se cruzam, e os ângulos de um triângulo sempre somam 180 graus. Podemos imaginar o universo em duas dimensões como um avião, que é plano e infinito (como um pedaço de papel infinito). Mas também podemos imaginar que esse papel esteja sendo dobrado em forma de um cilindro, e, em seguida, dobrado novamente em forma toroidal (forma de rosca). Nesse caso, a superfície do toro é espacialmente plana, como o pedaço de papel, mas finita. No entanto, com a expansão, é possível que, mesmo se o universo tenha apenas um volume muito grande, ele irá atingir o volume infinito no futuro infinito.

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