Quantas dimensões a física conhece?

Na física, as dimensões são parâmetros utilizados para descrever os fenômenos observados. A física clássica descreve o espaço em três dimensões. A teoria da relatividade geral propõe uma geometria quadridimensional conhecida como espaço-tempo e teorias mais modernas sugerem a existência de dez ou onze dimensões. Oficialmente, apenas quatro, mas há teorias que sugerem até dez dimensões.

Uma das correntes científicas que defendem as dez dimensões é a Teoria das Supercordas, que afirma que as dez dimensões interagiriam entre si como as cordas de um violino. Mas tudo fica só na especulação: os próprios cientistas admitem que, com a tecnologia – atual, ainda não é possível comprovar as dez dimensões. Na Teoria das Supercordas, dimensões vão de uma simples reta até um conjunto de big-bangs.  Antes da primeira dimensão, existe a dimensão zero, que é apenas um ponto. A conexão entre dois pontos forma a primeira dimensão, que é uma reta. Nosso conceito de largura vem dessa conexão entre os pontos. O plano é a segunda dimensão. Para ser bidimensional, um objeto precisa de dois valores numéricos (correspondentes aos nossos conceitos de largura e comprimento) para ser situado, porque ele tem dois eixos Continuar lendo

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Descoberto exoplaneta que absorve 97% da luz que incide sobre ele!

Astrônomos da Universidade Keele, no Reino Unido, descobriram um exoplaneta (isto é, um planeta de fora do Sistema Solar) parecido com Júpiter que absorve algo entre 95% e 97% da luz que incide sobre ele. Em outras palavras, o astro é mais escuro que carvão – e está no páreo para ser declarado o planeta mais dark já encontrado no céu. WASP-104b, como foi batizado, é considerado um “Júpiter quente”: um tipo de gigante gasoso cuja órbita fica muito, muito próxima da estrela que o hospeda. Uma comparação vem bem a calhar para dar essa explicação.

Mercúrio (que, só para lembrar, é muito menor que Júpiter), fica a apenas 57,9 milhões de quilômetros do Sol. Para os padrões cósmicos, isso é tão perto que a temperatura na superfície do planeta, durante o dia, alcança 427° C – e um ano, por lá, dura meros 88 dias. Mesmo assim, ele fica a uma distância segura de sua estrela se comparado a WASP-104b. Ao que tudo indica, um ano dura aproximadamente 42 horas por lá. Sim, menos de dois dias. O gigante gasoso fica 13 vezes mais perto de sua estrela do que Mercúrio fica do Sol, a apenas 4,3 milhões de quilômetros. E o pior de tudo: assim como ocorre com a Lua em relação à Terra, o planeta tem um lado claro, que está sempre virado para a estrela, e um lado escuro, em que sempre é noite. Continuar lendo

Você sabe o que fazer para se tornar um Astronauta?

Quando minha filha Letícia Gabrielli, há 4 anos atrás com apenas 11 anos me perguntou o que era preciso pra ser astronauta, além de ter me deixado muito feliz, respondi e expliquei para ela todo o processo de como se tornar um e então, resolvi postar algo sobre esse assunto, já que nessa idade é o sonho da maioria das crianças. A ideia infantil de viajar para outros planetas através de um foguete — e até mesmo ir à Lua — costuma entusiasmar e tomar conta da imaginação dos pequenos. Então a criança cresce e o sonho passa para a maioria delas. Aquelas que resolvem persistir na decisão de se tornar um astronauta precisam descobrir o que fazer para se especializar nessa profissão que, sinceramente, é uma das mais difíceis para se conseguir uma vaga como profissional e garantir um futuro próspero.

O astronauta é aquele profissional que faz exploração humana no espaço. Porém, engana-se quem pensa que trabalhar em órbita é a única tarefa dele. O que muita gente não sabe é que a maior parte da carreira de um astronauta se passa em treinamentos de solo e também apoiando outras missões. Quem quer ser um astronauta também tem que mergulhar de cabeça nos estudos. O nível mínimo de estudo de um astronauta, exigido pela NASA, é bacharel em Engenharia, Ciências Biológicas, Ciências Físicas ou Matemática. A agência ainda abre algumas exceções para Geografia ou Gestão da Aviação. Para se destacar na profissão, muitos têm mestrado ou doutorado em seu campo de trabalho. O candidato a astronauta precisa estar muito bem preparado. Além do estudo, a NASA exige experiência de, pelo menos, três anos na área profissional e mil horas para piloto em aviões a jato. O mestrado equivale a um ano de experiência e o doutorado a três. Toda qualificação conta muitos pontos aqui. Continuar lendo

Você sabe por que o homem nunca mais foi à Lua?

As missões que levaram o homem à Lua, iniciadas pela Apollo 11 em 1969, foram finalizadas com a Apollo 17, em dezembro de 1972. Foram seis naves tripuladas lançadas ao satélite natural da Terra, que colocaram o homem na superfície lunar. Além dessas, mais uma tinha o intuito de pousar no corpo celeste, a Apollo 13, mas não obteve êxito em função de problemas mecânicos. A missão Apollo 17 foi a última que levou o homem à Lua, e, passados mais de 43 anos, nunca mais um ser humano esteve por lá. Mais do que isso, sequer houve uma nave tripulada que tenha ultrapassado uma órbita terrestre baixa.

A importância de viagens espaciais tripuladas que ultrapassem os limites da nossa órbita e levem a humanidade a explorar não só a Lua novamente, mas também, se possível, outros planetas e corpos celestes, é enorme. Além de representarem uma grande conquista científica para o homem, elas poderão contribuir para um maior entendimento sobre a origem do nosso planeta, do Sistema Solar e até do Universo. E essas são apenas algumas das vantagens que esse tipo de empreitada pode nos proporcionar. Mas se há muito o que ganhar com essas missões espaciais tripuladas, por que elas nunca mais aconteceram? Um artigo publicado pelo site IO9 conta a verdadeira história por trás da missão Apollo 17 e apresenta os fatos que a fizeram ser a última que levou o homem para além dos limites da órbita terrestre. Baseados nessa publicação, nós aqui do Mega apresentamos os pontos que explicam esse fato. Continuar lendo

Tudo sobre a NASA!

A NASA foi responsável pelo envio do homem à Lua (veja projeto Apollo) e por diversos outros programas de pesquisa no espaço. Atualmente ela trabalha em conjunto com a Agência Espacial Europeia, com a Agência Espacial Federal Russa e com mais alguns países da Ásia e do mundo todo para a criação da Estação Espacial Internacional. A NASA (National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica), também conhecida como Agência Espacial Americana, é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial. Sua missão oficial é “fomentar o futuro na pesquisa, descoberta e exploração espacial”.

A NASA foi criada em 29 de julho de 1958, substituindo seu antecessor, o NACA – National Advisory Committee for Aeronautics (Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica). A NASA também tem desenvolvido vários programas com satélites e com sondas de pesquisa espacial que viajaram até outros planetas e até, alguns deles, se preparam para sair do nosso sistema solar, sendo a próxima grande meta, que tem atraído a atenção de todos, uma viagem tripulada até o planeta Marte, nosso vizinho.  A ciência da NASA está focada em uma melhor compreensão da Terra através do Earth Observing System, na promoção da heliofísica através do trabalho do Heliophysics Research Program, na exploração do sistema solar com missões robóticas avançadas, tais como New Horizons, e na pesquisa astrofísica, aprofundando-se em tópicos como o Big Bang com o auxílio de grandes observatórios. Continuar lendo

Especial Stephen Hawking: Porque ele se tornou um dos cientistas mais influentes da história?

Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) aos 21, Stephen Hawking não se abateu quando médicos estimaram que ele teria pouco tempo de vida. Viveu até os 76. E teve uma carreira prolífica, com descobertas que geraram imensos debates na física teórica e na astronomia — ao lado de muita exposição na mídia e grande contribuição para a divulgação científica, o que também gerou alguns desafetos.

Suas teorias, como a de muitos físicos, desafiam a noção de espaço-tempo e nos levam a uma outra dimensão: não dá para começar a compreendê-las sem abandonar as concepções mais fundamentais sobre a realidade que conhecemos. Por exemplo, deve-se partir da premissa de que existem lugares no universo, os buracos negros, em que a gravidade é tão imensa que nada consegue sair de lá — nem mesmo a luz. Aliás, foi em seus estudos sobre os buracos negros que Stephen Hawking fez uma das suas principais contribuições. Ele descreveu que essas estruturas emitem uma radiação, que não à toa ficou conhecida como Radiação de Hawking. Continuar lendo

Afinal, o que é a Teoria da Relatividade?

Dia 14 de março de 1879 na Alemanha, nascia um grande gênio chamado Albert Einstein. Sua vida e trabalhos são conhecidos por todos, e a sua Teoria da Relatividade certamente é o feito mais célebre que qualquer físico do mundo já conseguiu alcançar. Mas será que você sabe explicar o que exatamente é essa teoria? Simplesmente é a ideia mais brilhante de todos os tempos – e certamente também uma das menos compreendidas.

Em 1905, o genial físico alemão Albert Einstein afirmou que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados. Parece complicado? Bem, a ideia é sofisticada, mas, ao contrário do que se pensa, a relatividade não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. A principal sacada é enxergar o tempo como uma espécie de lugar onde a gente caminha. Mesmo que agora você esteja parado lendo o Universo Genial, você está se movendo – pelo menos, na dimensão do tempo. Afinal, os segundos estão passando, e isso significa que você se desloca pelo tempo como se estivesse em um trem que corre para o futuro em um ritmo constante. Até aí, nenhuma novidade bombástica. Mas Einstein também descobriu algo surreal ao constatar que esse “trem do tempo” pode ser acelerado ou freado. Ou seja, o tempo pode passar mais rápido para uns e mais devagar para outros. Quando um corpo está em movimento, o tempo passa mais lentamente para ele. Continuar lendo