O Universo é finito ou infinito?

 Nós sabemos que o universo está se expandindo, pois, com algumas exceções próximas, quase todas as galáxias no Universo estão se afastando de nós e de umas as outras. Não só isso, mas galáxias muito distantes parecem estar se afastando ainda mais rapidamente, o que evidencial que o universo está se expandindo a uma taxa crescente. Observações dos vários momentos do universo sugerem que, para os primeiros bilhões de anos, a expansão do universo desacelerou – mas, em seguida, aproximadamente 8 bilhões de anos atrás, a expansão começou a acelerar.
Se a aceleração continua (o que parece provável), o universo nunca vai abrandar a sua expansão ou re-colapsar. Isso corresponde à ideia de um universo “plano”, que é atualmente o modelo mais aceito. Mas um universo espacialmente plano pode ser característico de qualquer um universo finito ou infinito. Quando dizemos que o espaço é “plano”, que significa que ele obedece a geometria euclidiana: linhas paralelas nunca se cruzam, e os ângulos de um triângulo sempre somam 180 graus. Podemos imaginar o universo em duas dimensões como um avião, que é plano e infinito (como um pedaço de papel infinito). Mas também podemos imaginar que esse papel esteja sendo dobrado em forma de um cilindro, e, em seguida, dobrado novamente em forma toroidal (forma de rosca). Nesse caso, a superfície do toro é espacialmente plana, como o pedaço de papel, mas finita. No entanto, com a expansão, é possível que, mesmo se o universo tenha apenas um volume muito grande, ele irá atingir o volume infinito no futuro infinito.

Continuar lendo

Anúncios

O que vai ocorrer com os corpos dos colonizadores que morrerem em Marte?

Parece que os planos de enviar humanos para colonizar Marte são sérios mesmo e, conforme as coisas vêm progredindo, é possível que não demore muito para que os primeiros desbravadores sejam enviados ao Planeta Vermelho. Afinal, existe um projeto em andamento do pessoal da Mars One que já conta com milhares de interessados e, mais recentemente, Elon Musk, da Space X, também apresentou ideias de como pretende enviar pessoas até lá.  No entanto, apesar de toda a animação com a possível colonização de Marte, a empreitada não será nada fácil e, segundo disse Elon Musk, quem quiser ir até o Planeta Vermelho precisa estar preparado para morrer.

Além disso, pensando que aqueles que sobreviverem à viagem estarão fixando residência em outro mundo, isso significa que eles podem nunca mais voltar à Terra. Nesse caso, e os cadáveres desse povo, que fim levarão? Segundo Sarah Laskow, do site Atlas Obscura, de todas as pessoas que já foram enviadas ao espaço até hoje, só três perderam a vida: os cosmonautas russos Georgy Dobrovolsky, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev, que estavam a bordo da Soyuz 11 e morreram durante a sua reentrada na atmosfera terrestre. Portanto, quando o primeiro terráqueo morrer em Marte, esse triste evento será uma espécie de marco para a humanidade. Continuar lendo

Eis a primeira imagem capturada da matéria escura: ela existe de verdade!

Apesar de ocupar cerca de 25% do Universo, a matéria escura é uma substância misteriosa para a Astronomia. Ela é considerada uma teia que conecta o Universo, invisível e que não pode ser medida. A ideia de que a matéria escura existe só se sustenta pelo fato de se acreditar que há “alguma coisa” mantendo as galáxias e as estrelas em seus devidos lugares. Por isso, a primeira imagem capturada desta estrutura, que você vê acima, impressionou o meio científico.

A descoberta foi publicada em um artigo no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society na edição de março de 2017. A imagem desta substância, que não brilha, não absorve nem reflete luz foi divulgada por pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Reino Unido. Ela é considerada uma teia que conecta o Universo, invisível e que não pode ser medida. De acordo com a Universidade, o registro “confirma as previsões de que as galáxias em todo o universo estão ligadas através de uma teia cósmica conectada pela matéria escura, que até agora permaneceu inobservável”. Continuar lendo

Nosso Sol pode ter nascido com um gêmeo mau: a estrela Nêmesis!

Um novo paradigma sobre como as estrelas são formadas fortaleceu a hipótese de que a maioria delas – se não todas – nascem em pares ou “ninhadas”, com ao menos um irmão. Nossa própria estrela central, rainha do Sistema Solar, provavelmente não é uma exceção: alguns astrônomos suspeitam de que o irmão distante do Sol possa ser o seu gêmeo mau, responsável, segundo eles, pela morte dos dinossauros.

Depois de analisar os dados de uma pesquisa via ondas de rádio, realizada em uma nuvem de poeira na constelação de Perseus, dois pesquisadores da UC Berkeley e do Observatório Astrofísico de Harvard-Smithsonian concluíram quem todas as estrelas semelhantes ao Sol nasceram acompanhadas. “Conduzimos séries de modelos estatísticos para verificar se há explicação para as populações parentais de jovens estrelas, singulares e binárias, dentre todas as separações que ocorreram na Nuvem Molecular de Perseu. O único modelo que poderia reproduzir esses dados foi aquele no qual todas as estrelas se formaram inicialmente em extensão binária”, disse o pesquisador da UC Berkeley, Steven Stahler. Continuar lendo

Seis razões que explicam a importância da astronomia para a sociedade.

Com um custo anual de 30,8 milhões de dólares, o Observatório Keck custa 53 mil dólares por uma única noite de operação. O Telescópio Espacial James Webb custará aproximadamente 8,8 bilhões de dólares para atingir a órbita terrestre. E o Sistema de Lançamento Espacial, que levará a cápsula Orion ao espaço, deverá custar US$ 38 bilhões. Por que são gastos bilhões de dólares com a astronomia? Quais são os benefícios dessa ciência para a sociedade? Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pelos avanços na astronomia. Talvez a razão mais importante para estudar a astronomia é que ela procura satisfazer a nossa curiosidade fundamental sobre o mundo em que vivemos, e responder às perguntas grandes:

Como foi o universo criado? De onde viemos? Existem outras formas de vida inteligente? Cada avanço na astronomia move a humanidade um passo à frente na busca pela capacidade de responder a estas perguntas. Com o avanço da tecnologia espacial, estamos tomando um olhar cada vez mais distante para universo primordial, e chegamos à conclusão de que nós somos mera poeira estelar. A astronomia sempre lembra as pessoas de duas coisas aparentemente contraditórias. Primeiro que o universo é infinito e nós não temos a menor fração de importância. E segundo que a vida é rara e preciosa. Uma casa tão bonita e única como a Terra não é muito comum. Devemos protegê-la. Veja abaixo alguns exemplos onde a Astronomia foi e é essencial: Continuar lendo

Veja o céu de 10 bilhões de anos atrás.

Em uma das pesquisas multi-observatório mais abrangentes já feitas, astrônomos acreditam que as galáxias como a nossa Via Láctea sofreram um “baby boom” – apelido dado ao súbito aumento de natalidade que aconteceu logo depois da Segunda Guerra Mundial -, produzindo estrelas a uma velocidade absurda, cerca de 30 vezes mais rápido do que hoje. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista “The Astrophysical Journal”.

O nosso sol, no entanto, não estava nessa festa. O frenesi de parto de estrelas da Via Láctea teve seu pico 10 bilhões de anos atrás, mas a nossa estrela estava atrasada e só foi se formar aproximadamente 5 bilhões de anos atrás. Neste momento, a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia já tinha diminuído muito de ritmo. Com base nestas informações, a NASA transformou em imagem como seria o nosso céu em meio a este boom de estrelas por todos os lados. Continuar lendo

Astrônomos descobrem que o universo é muito maior do que pensávamos e contém ao menos 2 trilhões de galáxias!

Um grupo internacional de pesquisadores liderado por Chistopher Conselice, professor de astrofísica da Universidade de Nottingham (Reino Unido), descobriu que o universo contém pelo menos 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais do que se pensava anteriormente. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal. A tentativa de determinar quantas galáxias existem no universo observável é um objetivo antigo dos astrônomos.

Nos últimos 20 anos cientistas usaram imagens do Telescópio Espacial Hubble para estimar que o universo que podemos ver contém entre 100 a 200 bilhões de galáxias. A tecnologia existente hoje nos permite estudar apenas 10% dessas galáxias, enquanto o restante só será observável quando telescópios melhores forem desenvolvidos. A pesquisa do professor Conselice é resultado de um trabalho que já dura 15 anos. Tudo começou com um investimento científico da Royal Astronomical Society conquistado pelo aluno de graduação Aaron Wilkinson, que hoje é aluno de PhD na Universidade de Nottingham. Para chegar ao número 2 trilhões de galáxias, a equipe criou mapas em 3D com informações de telescópios ao redor do mundo, principalmente do Hubble. Continuar lendo