Você sabe o que existe bem no centro da Via Láctea?

Se você leu a pergunta que fizemos no título da matéria e respondeu “um buraco negro supermassivo”, acertou em cheio! Mas, e o que mais existe no miolo da nossa galáxia? As pessoas que têm a sorte de poder observar o céu longe das luzes da cidade, ao olhar para cima durante a noite, podem ver uma espécie de faixa luminosa brilhando discreta no firmamento. Essa banda esbranquiçada, formada por bilhões e bilhões de estrelas, recebeu o nome de Via Láctea graças aos antigos gregos — que achavam que ela tinha a aparência de leite derramado no céu —, e marca (mais ou menos) o meio da galáxia.

Como você sabe, a Via Láctea é uma estrutura em disco que gira ao redor de seu próprio centro rapidamente formando uma espiral, e conta com longos “braços” que se estendem do interior para o espaço. O Sistema Solar, por sinal, se encontra em um desses braços, não muito distante do centro da galáxia – que tem formato arredondado e é chamado bojo galáctico —, e ali, bem no meio, invisível aos nossos olhos, se encontra o Sagitário A*, o buraco negro colossal que “reside” no interior da Via Láctea. Aliás, as estrelas que a compõem (incluindo a nossa!) giram em torno desse buracão e levam cerca de 250 milhões de anos para completar uma órbita ao redor da galáxia.

Sgr A* para os íntimos

De acordo com Kristina Grifantini, do portal Live Science, os astrônomos estimam que nós nos encontramos entre 25 mil e 28 mil anos-luz de distância do buracão negro que existe no centro da Via Láctea. Além disso, eles também calculam que o Sgr A* é milhões de vezes mais massivo do que o nosso Sol. E como eles sabem disso, considerando que os buracos negros não podem ser observados diretamente?

Os astrônomos deduziram que existe um buraco negro no bojo central observando a movimentação e a velocidade das estrelas e da matéria que se encontram próximas ao centro da Via Láctea, já que a força gravitacional do Sgr A* afeta o comportamento desses objetos. Na verdade, os cientistas acreditam que todas as galáxias possuem essas estruturas monstruosas em seus interiores, mas ninguém sabe dizer ao certo como elas se formam.

Uma das teorias seria que os buracos negros que existem no meio das galáxias podem ter se originado a partir da fusão de outros buracos negros menores ou, ainda, depois de um buraco negro pequenino consumir matéria suficiente para se tornar grandalhão. A propósito! Recentemente, os astrônomos descobriram que existe algo mais no bojo central da Via Láctea: uma enorme estrutura estelar tridimensional em forma de “X”.

X estelar

De acordo com a NASA, a tal estrutura em formato de X é composta por um enorme agrupamento de estrelas e foi identificada — se prepare para a surpresa! — graças a um tweet postado por Dustin Lang, um pesquisador da Universidade de Toronto. Depois do post, vários astrônomos se interessaram pela curiosa formação, e acreditam que ela pode revelar pistas sobre o surgimento da Via Láctea.

Conforme explicou Melissa Ness, uma cientista do Instituto Max Planck, na Alemanha, se os astrônomos conseguirem entender como essa estrutura em X se formou, eles poderão compreender quais processos deram origem e “moldaram” a nossa galáxia. Isso porque, segundo Ness, essa formação estelar é uma evidência de que nenhum evento astronômico aconteceu desde o surgimento da Via Láctea — pois, do contrário, o X não existiria mais.

Os astrônomos inclusive acreditam que essa interessante característica — ou seja, a formação em X — possa ajudá-los a entender como as galáxias em espiral de um modo geral (e não só a Via Láctea) surgiram no Universo. Na verdade, segundo Marcos Pivetta, do portal Pesquisa FAPESP, a presença dessa interessante estrutura já havia sido identificada há alguns anos.

Na época, um time de astrônomos — incluindo o brasileiro Roberto Saito — propuseram que o acúmulo de matéria no centro da galáxia podia ter dado origem a um bojo galáctico com um formato diferente do que se pensava, composto por duas barras estelares tridimensionais que se cruzavam formando um enorme X no centro da Via Láctea. Contudo, quando esse primeiro estudo foi apresentado, a formação não podia ser vista com a mesma clareza que agora.

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