Conheça novo programa para detectar o risco de impacto de asteroides.

Recentemente, aqui no Universo Genial publicamos uma matéria a respeito de como a NASA trabalha para proteger o nosso planeta da colisão de asteroides. Nela, contamos um pouquinho sobre o programa de monitoramento que a agência espacial mantém com a colaboração de agências de outros países, universidades, órgãos governamentais e astrônomos amadores e profissionais.

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Pois o programa da NASA não é o único que existe focado na avaliação do risco de colisão de rochas espaciais na Terra. De acordo com a ESA — Agência Espacial Europeia —, o cientista Clemens Rumpf também está trabalhando no desenvolvimento de uma ferramenta capaz de determinar os locais exatos onde os asteroides podem atingir o nosso planeta e inclusive as consequências do choque para a humanidade.  Segundo a ESA, o programa desenvolvido por Clemens se chama ARMOR — de Asteroid Risk Mitigation and Optimization Research Tool — e, além de determinar a probabilidade de que uma rocha espacial colida contra a Terra, ele avalia os possíveis efeitos que o impacto pode provocar, para que os governos possam planejar quais medidas devem ser tomadas para proteger e socorrer a população.

O programa faz o “diagnóstico” baseado em uma equação de risco cujas variáveis são a probabilidadede que a colisão aconteça multiplicada pela exposição — ou seja, o quão povoada é a área que será afetada pelo impacto — e pela vulnerabilidade — o quão violento se espera que o evento seja.

O ARMOR também emprega as informações disponíveis a respeito dos objetos celestes com órbitas próximas à da Terra e estima qual pode ser o número de vítimas para impactos que podem ocorrer até um século no futuro.

Explosões detectadas na atmosfera entre 1994 e 2013.

De acordo com Clemens, embora a nossa vulnerabilidade e exposição sejam relativamente altas — o que significa que, no caso de um forte impacto as consequências seriam catastróficas —, existem poucos registros de colisões de asteroides de grande porte ao longo da História. Portanto, aprobabilidade de que um evento desses ocorra (por sorte) é bem baixa.

Bombardeio constante

Clemens explicou que, na verdade, a Terra é constantemente bombardeada por rochas espaciais pequeninas — e basta olhar para o céu noturno para ver esses objetos queimando na atmosfera na forma de estrelas cadentes. Contudo, ocasionalmente também acontece de corpos de maior porte caírem por aqui.

Segundo Clemens, existe uma rede global de estações de infrassom que, originalmente, tinha como função detectar a ocorrência de testes e detonações nucleares não autorizadas. Pois essa rede vem registrando eventos tão poderosos como a explosão da bomba de Hiroshima na atmosfera com uma frequência de duas vezes por ano — e o meteorito que explodiu sobre a região de Chelyabinsk, na Rússia, é um (perigoso) exemplo desse tipo de evento.

Corredores de risco.

Basicamente, o programa desenvolvido por Clemens se baseia em identificar objetos que potencialmente podem atingir o nosso planeta, determinar suas trajetórias de aproximação e os corredores de risco uma vez que eles penetrem na atmosfera — para definir o ponto exato de impacto.

Deixe a gente assustar você um pouquinho: segundo a ESA, os astrônomos acreditam que detectaram apenas 1% do total de objetos celestes zunindo próximo ao nosso planeta. Por sorte, eles pensam que, desse 1%, 90% têm dimensões superiores a 1 quilômetro de um lado a outro — ou seja, os potenciais “assassinos da humanidade” — já foram descobertos.

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