E se a atmosfera desaparecesse de repente?

Você já deve ter ouvido milhões de vezes que a atmosfera terrestre é fundamental para a existência de vida no nosso planeta. Ela contém o oxigênio — e uma combinação de outros gases —, indispensável para a nossa respiração, nos protege da radiação solar e evita que o calor que recebemos da nossa estrela escape de volta para o espaço. Você consegue imaginar o que aconteceria se essa “bolha” vital que envolve a Terra desaparecesse?

De acordo com Natalie Wolchover, do portal Live Science, a primeira coisa que notaríamos seriam aves, insetos e organismos que se encontram voando ou suspensos no ar simplesmente desabando como tijolos ao nosso redor — por conta da ausência da atmosfera contra a qual bater suas asas. Além disso, como as ondas sonoras precisam do ar para viajar e se propagar, o nosso mundo cairia no mais profundo silêncio. 

Após o susto de ver animais caindo do céu e do silêncio, vem o que você já deve ter imaginado; ou seja, nós morreríamos por conta da falta de oxigênio — e em cerca de 3 minutos. O pior é que nem mesmo os pacientes conectados a respiradores nos hospitais ou os mergulhadores equipados com cilindros poderiam sobreviver, já que é necessário que haja pressão para que seja possível respirar.

Isso porque a pressão atmosférica é necessária para que o processo de respiração aconteça, já que os nossos pulmões funcionam aumentando e diminuindo a pressão do ar em seu interior com relação à pressão externa. Sem esse diferencial, é simplesmente impossível respirar.

Conforme mencionamos anteriormente, a atmosfera terrestre ajuda a manter o calor que recebemos do Sol próximo à superfície. Portanto, depois de termos morrido azuis de falta de ar, a temperatura do nosso planeta começaria a despencar gradativamente, e a média global passaria a ser de –18 °C — em vez dos muito mais agradáveis 15 °C atuais. Além disso, a variação térmica entre o dia e a noite seria enorme.

A desgraça continua.

Não pense que as criaturas marinhas conseguiriam sobreviver por muito mais tempo do que as terrestres. Com a falta de pressão atmosférica, a temperatura de ebulição da água cairia drasticamente, o que significa que, antes de congelar por conta da perda de calor da superfície, boa parte do oceano evaporaria, criando uma nova atmosfera composta por vapor de água — mas não pense que essa novidade ajudaria muito.

Após a pressão atmosférica chegar a cerca de 2% da pressão atual, a evaporação do oceano cessaria e as camadas superiores do que restou dos mares congelariam. Nesse estágio, as únicas criaturas capazes de sobreviver na Terra seriam alguns organismos anaeróbios — ou seja, que não precisam de oxigênio.

No entanto, como o planeta já não contaria mais com a proteção da atmosfera para prevenir a radiação solar de fritar — e esterilizar — a superfície, os únicos seres capazes de permanecer por aqui seriam os que vivem sob a terra. Contudo, digamos que nós estivéssemos avisados da iminente tragédia… Será que poderíamos fazer alguma coisa para sobreviver?

Possibilidades

De acordo com Natalie, uma das formas de tentar sobreviver à perda da atmosfera seria construir domos pressurizados e enchê-los com plantas — para que elas pudessem lidar com o dióxido de carbono produzido por nós e servir como fonte de alimentos.

A outra opção seria viver debaixo d’água, já que a pressão aos 10 metros de profundidade seria equivalente a uma pressão atmosférica. Nesse caso, só teríamos que encontrar uma maneira de produzir oxigênio para suprir os nossos novos lares subaquáticos.

Outro cenário desastroso

Imagine que, em vez de a atmosfera desaparecer de repente, ela caísse sobre as nossas cabeças. Você acha que o estrago seria menor? Pois, embora as camadas que envolvem a Terra sejam “invisíveis”, elas são formadas por um sem fim de moléculas — e elas têm peso. Muito peso.

Todo o oxigênio, nitrogênio, metano, hélio, dióxido de carbono, bem como demais elementos que compõem a atmosfera terrestre têm uma massa combinada de 5 quadrilhões de toneladas! Portanto, se o céu caísse sobre a superfície da Terra, cada metro quadrado do planeta seria atingido por quase 10 toneladas de moléculas, transformando boa parte de nós em panquecas.

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/

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