Texto árabe milenar detalha uma das maiores supernovas já vistas da Terra.

As supernovas, conforme já explicamos aqui no Universo Genial em outras matérias, estão entre as maiores explosões que ocorrem no Universo e marcam o fim da vida de estrelas supermassivas — que contam com massa dez vezes superior à do nosso Sol. Pois existem registros históricos que revelam que um desses colossais eventos foi testemunhado nos céus da Europa, da Ásia, do Oriente Médio e da América do Norte no ano de 1006.

De acordo com Jason Daley, do portal Smithsonian.com, essa supernova — hoje conhecida como SN 1006 — está entre as explosões desse tipo mais brilhantes já observadas ao longo da História. O mais interessante é que, embora muitas pessoas não fizessem ideia do que se tratava realmente e tenham se assombrado com a esfera brilhante no céu, elas fizeram descrições detalhadas que ajudaram os astrofísicos modernos a entender melhor o fenômeno. Segundo Jason, entre os registros históricos, existem textos de monges beneditinos que viviam na Abadia de St. Gall, na Suíça, assim como observações do astrônomo egípcio Ali ibn Ridwan.

Tanto que, graças a esses relatos, os pesquisadores modernos conseguiram estabelecer posição, data (a mais antiga se refere ao dia 17 de abril de 1006) e luminosidade da supernova.

Agora, astrofísicos da Universidade Friedrich Schiller de Jena, na Alemanha, descobriram um relato detalhado a respeito da supernova em um texto de Ibn Sina — o renomado polímata persa mais conhecido no Ocidente como Pai da Medicina e pelo nome de Avicena.

Os pesquisadores encontraram o registro na obra Kitab al-Shifa, uma enciclopédia de Ciências e Filosofia redigida pelo gênio persa. A passagem se refere a um brilhante objeto que ficou visível no céu durante quase três meses e que, segundo Avicena, no início tinha coloração escura puxando para o verde. Depois, a orbe reluzente passou a lançar faíscas o tempo todo — tornando-se cada vez mais branca até começar a perder o brilho gradualmente e desaparecer.

No entanto, além de curiosa, a descrição de Avicena permitiu que os astrofísicos classificassem o evento com mais precisão. Entre as explicações que surgiram após a análise do relato do persa, ele teria sido uma supernova do tipo Ia — que se caracteriza pela morte de uma estrela de um sistema binário que, antes de explodir, se torna uma anã branca e absorve toda a matéria de sua estrela irmã.

Outra possibilidade seria que a explosão tenha sido mais do que uma típica supernova do tipo Ia — e que ela tenha ocorrido como consequência de uma série de reações que aconteceram entre as duas anãs brancas. Seja como for, é incrível que textos tão antigos ajudem os cientistas de hoje em dia a determinar o quão espetacular foi o evento, você não acha?

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/

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