Nosso planeta pode estar cercado por “cabelos” de matéria escura.

Cientistas da NASA criaram uma nova hipótese que pode nos ajudar a resolver o mistério da matéria escura: eles acham que a Terra está cercada de filamentos da substância evasiva, que formam fluxos próximos a objetos maciços, como planetas ou estrelas. A matéria escura é invisível, uma vez que não emite nem absorve luz.

Apesar de ser muito mais abundante que a matéria normal – a que forma as coisas que podemos ver, como estrelas, plantas, animais e nós mesmos -, até agora os astrônomos não conseguiram provar a matéria escura definitivamente, pela dificuldade enorme de detectá-la. Se a nova teoria se demonstrar verdadeira, no entanto, teremos uma boa chance de colher dados sobre o maior mistério do universo. A hipótese foi formulada por Gary Prézeau, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, nos EUA.

“Um fluxo pode ser muito maior do que o próprio sistema solar, e há muitas correntes diferentes que cruzam nossa vizinhança galáctica”, disse ele em um comunicado. Prézeau realizou simulações de computador para saber o que acontece quando esses fluxos passam pela Terra e outros planetas no sistema solar. A matéria escura não interage muito com a matéria normal, então, mesmo estando em nossa volta, não vai interferir com nosso mundo.

O pesquisador descobriu que as gravidades dos planetas provavelmente dobram os fluxos de matéria escura, formando espécies de “fios de cabelo”, com “raízes” mais densas e pontas mais difusas.

No caso da Terra, a raiz de tais cabelos ficaria cerca de um milhão de quilômetros de distância da superfície do planeta, enquanto a ponta ficaria pelo menos duas vezes mais distante, a dois milhões de quilômetros. Para colocar isso em perspectiva, a lua orbita a Terra a uma distância média de 385.000 quilômetros.

Esta descoberta pode ajudar os astrônomos a saber mais sobre a matéria escura.

“Se pudéssemos identificar a localização da ‘raiz’ desses ‘cabelos’, poderíamos potencialmente enviar uma sonda lá e obter uma mina de ouro de dados sobre a matéria escura”, disse Prézeau.

Esses fluxos regulares são de baixa densidade, mas se existirem, poderiam potencialmente dar-nos uma oportunidade de observar mais facilmente a substância estranha. Estima-se que as “raízes” sejam um bilhão de vezes mais densas do que o resto do filamento, embora ainda mais de um trilhão de vezes menos densas do que o ar.

O estudo foi publicado na revista científica The Astrophysical Journal.

Outras implicações.

Prézeau ainda sugere que as diferentes camadas de um planeta, satélite ou outro objeto espacial devem causar dobras nestes “cabelos” de matéria escura, e os pesquisadores podem encontrar usos para esse fenômeno.

“Teoricamente, se fosse possível obter essa informação, os cientistas poderiam usar cabelos de matéria escura fria para mapear as camadas de qualquer corpo planetário, e até mesmo inferir as profundezas dos oceanos em luas geladas”, a NASA escreveu em um comunicado.

Desvendar a matéria escura seria um ótimo passo para começar a entender melhor o universo, mas o material invisível provavelmente compõe apenas 27% de toda a matéria e energia do universo. O resto seria energia escura, uma força estranha associada com a aceleração da expansão do universo, outro dos grandes mistérios da física que os cientistas ainda precisam chegar ao fundo.

Fonte: http://hypescience.com/

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