Cientistas observam a lenta destruição de um sistema solar.

Existem algumas teorias a respeito de como será o nosso fim, e uma delas — sobre a qual já falamos aqui no Mega Curioso — está baseada no que acontecerá quando o Sol se transformar em uma Gigante Vermelha e progredir a partir dessa fase até a sua “morte” e, de certa forma, a de todo oSistema Solar. Essa possibilidade, conforme dissemos, não passava de especulação, já que esse tipo de evento jamais havia sido observado.

No entanto, segundo Sarah Lewin, do portal Space.com, um grupo de astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, nos EUA, encontrou uma estrela que está lentamente consumindo um planeta em sua órbita — o que permite que eles possam confirmar algumas teorias sobre como a morte de um sistema solar se desenrola. De acordo com Sarah, se trata de uma estrela pequena, não muito maior do que a Terra e já no finalzinho de sua vida, e ela está provocando a destruição lenta de um planetinha que orbita ao seu redor.

Esse corpo celeste, por sua vez, é mais ou menos do mesmo tamanho de Ceres, o maior asteroide presente no nosso Sistema Solar.  Os astrônomos descobriram a dupla graças ao telescópio Kepler da NASA e estimaram que a estrela — uma anã branca — levará cerca de um milhão de anos para desintegrar o planetinha completamente. O astro em questão está localizado a 570 anos-luz da Terra, na Constelação de Virgem, e o planeta se encontra a 837 mil quilômetros de distância.

Conforme explicamos em uma matéria aqui no Universo Genial, à medida que algumas estrelas vão “envelhecendo”, elas se transformam em gigantes vermelhas. Só que, em vez de ir perdendo a sua força pouco a pouco, resfriando-se progressivamente e irradiando cada vez menos energia até que elas eventualmente se apaguem, a coisa toda não acontece de uma forma muito gradual.

Isso porque, durante a fase de gigante vermelha, antes de uma estrela se apagar por completo, sua força gravitacional não é suficiente para segurar as reações que acontecem em seu núcleo. O resultado disso são períodos de intenso calor que fazem com que o astro sofra uma gigantesca expansão, e a emissão de calor passa a ser incrivelmente maior do que a que ocorria originalmente.

Por último, depois que a estrela finalmente queima todo o seu combustível, elementos mais pesados do que o hidrogênio e o hélio são atraídos para o núcleo, que se contrai dando origem a uma — superdensa — anã branca. Bem, esse é o destino de astros com dimensões semelhantes às do nosso Sol, já que estrelas maiores “morrem” por meio de explosões assombrosas conhecidas como supernovas.

Análise de uma morte

Entretanto, de acordo com Sarah, depois de observar com mais cuidado a dinâmica das anãs brancas, os astrônomos perceberam que muitas delas ainda apresentavam elementos mais pesados em suas atmosferas, indicando que planetas e outros astros em órbita ao redor das estrelas poderiam ser a fonte desses compostos.

Os cientistas especulavam que a perda de massa estelar poderia fazer com que esses corpos celestes saíssem de suas órbitas normais e, possivelmente, colidissem uns contra os outros. Isso provocaria a sua fragmentação e a formação de um disco de material que seria atraído pela gravidade da estrela, explicando a presença de compostos pesados em sua atmosfera.

Pois a destruição do planeta pela anã branca na constelação de Virgem está se desenrolando exatamente dessa forma, oferecendo aos astrônomos uma oportunidade única para observar o que não passava de especulação acontecendo diante de seus olhos.

Além disso, esta é a primeira vez que a morte de um sistema solar é testemunhada, assim, o evento também permite que os astrônomos tenham um vislumbre sobre o que poderá acontecer conosco dentro de alguns bilhões de anos.

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/

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