Existe vida nas luas de Júpiter? A missão JUICE pode ter a resposta.

Desde que o Telescópio Espacial Hubble observou vapor de água na região polar da Europa, uma lua de Júpiter, em 2012, os pesquisadores querem estudar melhor o planeta e seus satélites. A NASA incluiu US$ 30 milhões (cerca de R$ 107 milhões) em seu orçamento de 2016 para planejar uma missão para Europa, por causa da evidência de presença de água lá.

Além disso, a Airbus Defence and Space da França foi selecionada pela Agência Espacial Europeia para construir uma sonda que será lançada em direção ao gigante gasoso em 2022. A missão JUICE (JUpiter ICy Moons Explorer, ou Explorador das Luas Geladas de Júpiter) tem como objetivo estudar as luas Europa, Ganimedes e Calisto. Ela custará 900 milhões de euros (cerca de R$ 3,6 bilhões, no câmbio atual). A Europa gera calor e pensa-se que poderia haver um oceano de água salgada debaixo de sua casca fina de gelo.

Calisto é o objeto com mais crateras no sistema solar. O seu interior é um núcleo rochoso rodeado por um grande manto de gelo. Ganimedes é maior do que Mercúrio e Plutão e tem um núcleo de ferro cercado por um escudo de gelo e rocha.

JUICE vai passar 3 anos e meio explorando o sistema joviano, após uma viagem de mais de sete anos.

O cientista do projeto, Olivier Witasse, disse que não há nenhuma prova direta, mas há indícios de que poderia haver oceanos escondidos embaixo das crostas das luas. “A missão tentará confirmar isso e descobrir o quão profundo eles são”, afirmou.

Até à data, a maioria dos planetas descobertos fora do nosso sistema solar – os chamados exoplanetas – são gigantes gasosos. Se JUICE encontrar provas de zonas habitáveis nas luas de Júpiter, isso dá esperança para aqueles que procuram ambientes habitáveis no universo mais amplo.

É uma possibilidade que fascina Joanna Barstow, pesquisadora em ciência planetária da Universidade de Oxford (Reino Unido).

“Algumas das luas de Júpiter, apesar de terem superfícies cobertas de gelo, podem ter oceanos de água líquida. Talvez estejam abrigando vida bacteriana também? Gostaríamos muito de descobrir”, fala.

“Encontrar planetas rochosos em torno de outras estrelas é complicado, porque eles são pequenos. A Terra tem menos de 10 vezes o tamanho de Júpiter. Encontrar planetas do tamanho de Júpiter é muito mais fácil, e não há nenhuma razão para esperar que não tenham luas. Mas as exoluas também são pequenas, e coisas pequenas são difíceis de ver”, completa.

Fonte: http://hypescience.com/

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