Cinturão de Kuiper: do que ele é formado?

Pouco depois da descoberta de Plutão, em 1930, os astrônomos começaram a teorizar que ele não estava sozinho no sistema solar exterior. Com o tempo, postularam a existência de outros objetos na região, que iriam descobrir só em 1992. Em suma, o Cinturão de Kuiper foi imaginado bem antes de ser descoberto.

O Cinturão de Kuiper (também conhecido como Cinturão de Edgeworth-Kuiper) é uma região do sistema solar além dos oito planetas maiores, que se estende desde a órbita de Netuno (a 30 UA) a cerca de 50 UA de distância do sol. UA é uma unidade astronômica equivalente a 149.597.871 quilômetros. Kuiper é semelhante ao cinturão de asteroides, na medida em que contém muitos corpos pequenos remanescentes da formação do sistema solar, mas é muito maior – 20 vezes mais largo e 20 a 200 vezes mais massivo.

O cinturão abriga uma “coleção” de corpos celestes que provavelmente não existiriam se Netuno não tivesse se formado. Sem Netuno, esses pequenos corpos talvez se reuniriam em um só, formando o próximo planeta do sistema solar.

Vasto e inexplorado, o Cinturão de Kuiper também é a fonte de muitos cometas. Os cientistas acreditam que todos com uma órbita que dura 200 anos ou menos vêm de lá. O mais famoso originário de Kuiper é o Cometa Halley, ativo nos últimos 16.000 a 200.000 anos.

A descoberta do cinturão.

Pouco depois da descoberta de Plutão, os astrônomos começaram a ponderar a existência de uma população de objetos além de Netuno, como Freckrick C. Leonard. Em seguida, Kenneth Edgeworth afirmou que o material dentro da nebulosa solar primordial além de Netuno era amplamente espaçado e deveria ser habitado por uma infinidade de corpos menores, e não planetas.

Em 1951, o astrônomo holandês Gerard Kuiper especulou um “Cinturão de Kuiper”, disco do qual objetos podiam se soltar e vagar pelo sistema solar. A ideia fez sentido para os astrônomos. A existência de tal cinturão na região não só ajudava a explicar por que não havia grandes planetas mais para fora do sistema solar, como também resolvia o mistério de onde vinham os cometas.

Quem finalmente confirmou a existência do cinturão foram os pesquisadores David Jewitt e Jane Luu. Usando o observatório da Universidade Mauna Kea, no Havaí, eles anunciaram a descoberta de um candidato a objeto do Cinturão de Kuiper em 30 de agosto de 1992. Seis meses depois, encontraram um segundo objeto na região. Muitos mais se seguiram: há mais de mil objetos descobertos em Kuiper, cerca de 100.000 deles maiores que 100 km de diâmetro.

Hoje também sabemos que esse tipo de estrutura não é única do sistema solar. De acordo com pesquisas em infravermelho, estima-se que 15 a 20% das estrelas como o sol possuam enormes estruturas como o Cinturão de Kuiper em seus sistemas. A maioria parece ser bastante jovem, mas dois sistemas estelares – HD 139664 e HD 53143, observados pelo telescópio espacial Hubble em 2006 – têm mais de 300 milhões de anos.

Composição.

Dados seus pequenos tamanhos e extrema distância da Terra, a composição química dos objetos de Kuiper é difícil de determinar.

No entanto, estudos espectrográficos da região em geral indicam que os seus membros são feitos principalmente de gelo: uma mistura de hidrocarbonetos leves (como metano), amônia e água gelada – uma composição que compartilham com cometas.

Estudos iniciais também confirmaram uma ampla gama de cores entre os corpos, variando de cinza neutro a vermelho intenso.

Além de Plutão, muitos outros objetos de Kuiper são dignos de menção, como Quaoar, Makemake, Haumea, Orcus e Eris. Esses são grandes corpos do cinturão, sendo que muitos dos maiores objetos da região têm luas próprias.

Um olhar de perto.

No dia 19 de janeiro de 2006, a NASA lançou a sonda espacial New Horizons para estudar Plutão, suas luas e um ou dois outros objetos do Cinturão de Kuiper.

A partir de 15 de janeiro de 2015, a nave espacial começou a se aproximar do planeta anão, e deve fazer um voo rasante por ele em 14 de julho de 2015. Quando atingir a área, os astrônomos esperam várias fotografias interessantes do Cinturão de Kuiper também.

Precisamos da maior quantidade de detalhes possível, pois, em vez de criarem corpos cada vez maiores, os objetos celestes da região estão colidindo e lentamente se “moendo” e virando pó. Daqui cem milhões de anos, provavelmente não haverá mais Cinturão de Kuiper.

Fonte: http://hypescience.com/

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