Misteriosos sons são ouvidos na estratosfera.

Assobios e crepitações misteriosas foram ouvidas 36 quilômetros acima da superfície da Terra. Incerta da sua origem, a NASA planeja enviar mais microfones a esta região do espaço para continuar escutando os barulhos. “Soa meio como ‘Arquivo-X’”, explica Daniel Bowman, que construiu o equipamento que fez as gravações. Ouça logo abaixo.

Os ruídos atmosféricos possuem uma frequência muito baixa para ser escutada pelo ouvido humano, mergulhando abaixo de 20 hertz. É possível acelerá-los, no entanto, para revelá-los. Bowman, um estudante de graduação da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, espera que estas gravações encorajem mais pessoas a ouvir infrassons atmosféricos novamente.

As últimas experiências que registraram essas ondas ocorreram na década de 1960, quando os cientistas estavam tentando ouvir explosões nucleares.

Desde então, porém, os sons foram em grande parte esquecidos. “Não houve gravações acústicas na estratosfera por 50 anos. Certamente, se colocarmos instrumentos lá em cima, vamos encontrar coisas que não vimos antes”, opina. 

Os microfones foram anexados ao High Altitude Platform Student (HASP), um projeto anual da NASA que permite que estudantes universitários enviem coisas para o espaço acima da altitude em que aviões voam, mas abaixo do limite da estratosfera (a 100 km).

O voo do grande balão de hélio do ano passado durou um total de nove horas, conforme vagou sobre os estados de Novo México e Arizona, atingindo uma altura máxima de 37,5 km.

De acordo com Bowman, essa foi a maior experiência de infrassons já feita. As gravações foram tão intrigantes que a NASA planeja enviar mais dispositivos de escuta no voo HASP deste ano.

Origem desconhecida, mas provavelmente conhecida.

Devido à sua baixa frequência, os infrassons viajam por longas distâncias. Eles podem ser produzidos por todos os tipos de eventos naturais, como vulcões, terremotos ou tempestades.

Pensa-se que ouvir essas ondas pode até ser uma maneira de monitorar o tempo. Bowman, por exemplo, quer gravar o infrassom acima de um vulcão em erupção para estudá-lo.

Não sabemos o que está causando o infrassom atmosférico, mas, ao invés de aliens ou robôs, a fonte desses sons espectrais é, provavelmente, algo mais próximo de casa. As melhores suposições até agora variam de sinais de parques eólicos, ondas do mar quebrando, turbulência do vento ou até apenas as vibrações causadas pelo cabo do balão.

Parece que não vamos precisar de Mulder e Scully, afinal.

Fonte: http://hypescience.com/

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