Nuvem escura impede passagem de brilho estelar.

Em um cenário repleto de estrelas e outros astros, um espaço negro, aparentemente vazio, se destaca na imagem capturada pelo Wide Field Imager, um instrumento montado no telescópio ESO/MPG, instalado no Observatório de La Silla do ESO (Observatório do Sul Europeu), no Chile. Ela foi divulgada nesta quarta-feira (6) pelo ESO e se trata da LDN 483 (Lynds Dark Nebula 483), uma nuvem escura formada por gases e poeira situada a 700 anos-luz na constelação Serpente (ou Serpens).

Segundo o astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e representante brasileiro do ESO, Gustavo Rojas, nuvens escuras são fenômenos comuns no universo e classificam-se como nebulosas escuras por causa da sua capacidade de obscurecimento. Rojas diz que os gases e a poeira bloqueiam a luz das estrelas, como uma cortina. “Em uma analogia simples, parece com o que acontece em uma estrada de terra por onde transitam vários carros. A poeira impede que os motoristas enxerguem os carros que estão à frente.

Essa poeira é mais densa, diferente da poeira encontrada no espaço. Mas a dimensão da nuvem escura é gigantesca, maior do que o nosso sistema solar e por ser tão vasta ela acaba tendo esse efeito”, explica.

Os astrônomos que estudam esse fenômeno revelaram que as nuvens escuras são locais de nascimento de estrelas. “Nessa imagem feita pelo instrumento (Wide Field Imager) instalado no telescópio ESO/MPG em La Silla não dá para ver, mas outros equipamentos como radiotelescópios e telescópios de micro-ondas já mostraram atividades estelares ali dentro. Há algo muito frio (cerca de -250°C) que no futuro vai ser uma estrela”, afirma. Em outras palavras, é nessas nuvens como a LDN 483 que acontece o primeiro estágio do desenvolvimento das estrelas.

“O interesse de estudar essas nuvens escuras vem da possibilidade de acompanhar a formação das estrelas e, consequentemente, dos sistemas planetários. É um processo que leva bilhões de anos para se concretizar”, diz Rojas. Essa primeira fase de formação estelar dentro da nuvem escura dura “apenas” alguns milhares de anos — tendo em conta que as estrelas vivem milhões ou bilhões de anos.

As nuvens escuras tendem a se dispersar e perder a opacidade à medida que várias estrelas vão surgindo em seu interior.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/

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