Hawking: a medicina não foi capaz de me curar, então confiei na tecnologia.

Enquanto os anos passam, o advento de humanos utilizando gadgets conectados ao corpo aumenta e ficamos cada vez mais próximos do termo “cyborg”. Mesmo que ainda estejamos longe de uma total imersão tecnológica, nós terráqueos temos tirado muito proveito desses avanços. Caminhamos a passos largos na realidade virtual, no rastreamento de movimento utilizado na medicina e em outros exemplos. Stephen Hawking não precisa de muitas apresentações.

Um dos físicos, professores e entusiastas de tecnologia mais conhecido do mundo, Hawking sofre de esclerose lateral amiotrófica. Sem praticamente mexer o corpo, ele usa um sintetizador de voz para conseguir se comunicar com o mundo. Hoje, o professor anunciou uma nova plataforma de comunicação feita pela Intel. E ele toca em um assunto interessante, revelando que o avanço tecnológico pode não ser acompanhado por outras áreas. 

“A medicina não foi capaz de me curar, então confiei na tecnologia para ajudar a me comunicar e viver. O desenvolvimento desse sistema será capaz de melhorar a vida de muitas pessoas”, comentou Hawking.

O professor é conhecido por sua trajetória no caminho entre interação humana e habilidade para romper fronteiras da comunicação, como disse em declaração. A mudança de plataforma veio porque ele estava com problema no mecanismo de percepção de palavras, defasado com o tempo.

A Intel então projetou um software que detecta os movimentos musculares do rosto com um sensor infravermelho, podendo identificar as letras ditas pelo usuário. Anexado aos óculos de Hawking, o sistema foi batizado de ACAT (Assistive Context Aware Toolkit). Seu funcionamento ainda se estende a recursos como text-to-speech, navegação na internet, documentos e movimento do tracker do mouse.

A Intel ainda afirma que lançará uma versão em código aberto para desenvolvedores e pesquisadores em janeiro de 2015. Segundo a companhia, a tecnologia pode ser imediatamente adaptada para cerca de 3 milhões de pessoas com deficiências como tetraplegia ou doenças motoras por meio de controle de toque, movimento de sobrancelhas e piscadas, ou algo similar.

A iniciativa da Intel e de Stephen Hawking não é egoísta. Ela não foi desenvolvida para “morrer” com apenas um usuário, mas sim para ser implementada em todas as pessoas que a medicina também não conseguiu curar. Atitudes como essa mostram que o futuro será brilhante.

Em entrevista à BBC, o físico comentou sobre os esforços científicos para construir máquinas pensantes. Sobre este assunto, Hawking não vê apenas pontos benéficos para a humanidade.

“O desenvolvimento da inteligência artificial (IA) total poderia significar o fim da raça humana”, afirmou.

Suas declarações, obviamente, comentam sobre a utilidade da IA. Como ela pode ajudar as pessoas a viverem melhor, se comunicarem com maior eficácia etc. Contudo, a consequência na construção de robôs com uma inteligência equivalente ou superior à dos humanos pode ser catastrófica.

“Eles avançariam por conta própria e se reprojetariam em ritmo sempre crescente. Os humanos, limitados pela evolução biológica lenta, não conseguiriam competir e seriam desbancados”, finalizou Hawking.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/

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