Buracos negros não existem?

Os buracos negros há muito tempo despertam a imaginação do público e foi assunto da cultura popular, de Star Trek até Hollywood. Eles são o desconhecido final – os objetos mais escuros e mais densos do universo que nem sequer deixam a luz escapar. E como se não fossem bizarros o suficiente, agora uma pesquisadora sugere que eles não existem. Ao fundir duas teorias aparentemente conflitantes, Laura Mersini-Houghton, professora de física na UNC-Chapel Hill na Faculdade de Artes e Ciências, mostrou matematicamente que os buracos negros nunca podem vir a existir, em primeiro lugar.

O trabalho, que ainda não foi revisado por pares, não só obrigaria os cientistas a repensar o tecido do espaço-tempo, mas também repensar as origens do universo. “Estamos estudando esse problema por mais de 50 anos e esta solução dá-nos muito que pensar”,  disse Mersini-Houghton. Durante décadas, acredita-se que os buracos negros se formam quando uma estrela massiva colapsa sob sua própria gravidade a um único ponto do espaço – imagine que a Terra está sendo esmagada em uma bola do tamanho de um amendoim – chamado de singularidade.

Uma membrana invisível conhecida como horizonte de eventos envolve a singularidade e cruzar esse horizonte significa que você nunca poderia atravessar de volta. É o ponto onde a força gravitacional de um buraco negro é tão forte que nada pode escapar.

A razão pela qual os buracos negros são tão bizarros é que eles colocam duas teorias fundamentais do universo uma contra a outra. A teoria da gravidade de Einstein prediz a formação de buracos negros, mas uma lei fundamental da teoria quântica afirma que nenhuma informação do universo pode desaparecer. Esforços para combinar essas duas teorias levam a um absurdo matemático, e ficou conhecido como o paradoxo da perda de informação.

Em 1974, Stephen Hawking usou a mecânica quântica para mostrar que buracos negros emitem radiação. Desde então, os cientistas detectaram impressões digitais no cosmos que são consistentes com esta radiação, identificando uma lista cada vez maior de buracos negros do universo.

Mas agora Mersini-Houghton descreve um cenário totalmente novo. Ela e Hawking concordam que conforme uma estrela colapsa sob sua própria gravidade, produz a radiação Hawking. No entanto, em seu novo trabalho, Mersini-Houghton mostra que, além desta radiação, a estrela também lança massa. Desse modo, conforme ela encolhe, já não tem a densidade necessária para se tornar um buraco negro.

Antes de um buraco negro se formar, a estrela que está morrendo incha uma última vez e então explode. Uma singularidade nunca se forma e nem um horizonte de eventos. A mensagem que ela quer passar é clara: não existem buracos negros.

O documento, que foi recentemente submetido ao ArXiv, um repositório on-line de artigos de física que não foram revisados por pares, oferece soluções numéricas exatas para este problema e foi feito em colaboração com Harald Peiffer, especialista em relatividade numérica na Universidade de Toronto.

Evidências experimentais poderão um dia fornecer a prova física quanto à possibilidade ou não de buracos negros existirem no universo. Mas, por enquanto, Mersini-Houghton diz que a matemática é conclusiva.

Muitos físicos e astrônomos acreditam que o nosso universo se originou a partir de uma singularidade que começou a se expandir com o Big Bang. No entanto, se as singularidades não existem, então, os físicos têm de repensar as suas ideias sobre o Big Bang e se ele realmente aconteceu da forma que os físicos acreditam.

Fonte: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/

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