Estudo questiona a diferença entre asteroides e cometas.

Asteroides são formados por rocha e metal, enquanto cometas são feitos de uma mistura de gelo, rocha e poeira. Enquanto a maioria dos asteroides que conhecemos fica entre Marte e Júpiter, os cometas gostam de passear pelas bordas do Sistema Solar, além de Plutão, embora andem por regiões mais próximas de vez em quando. Essas são as diferenças entre os dois tipos de corpos celestes consideradas por cientistas. Mas agora, um novo estudo publicado na Nature questiona essas definições.

Cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), encontraram evidências de vapor saindo de Ceres – o maior asteroide conhecido no Sistema Solar. E isso está sendo encarado como um sinal de que a enorme rocha de 933 km de comprimento tem uma subsuperfície similar à de cometas – cheia de gelo. Não é a primeira vez que Ceres chama a atenção dos astrônomos. Pelos idos de 1970, telescópios mostraram que a luz do sol era refletida pelo asteroide, o que é uma evidência de minerais congelados. E, nos anos 1990, pesquisadores encontraram sinais de hidroxila, cuja forma é OH-, quase uma molécula de água (com um átomo de hidrogênio a menos). Estudos recentes também mostraram que o asteroide seria muito esférico, o que é suspeito já que um corpo rochoso deveria assumir uma forma achatada por sua velocidade. No entanto, se o corpo tiver uma quantidade suficiente de gelo em seu interior, ele assume uma forma redonda.

E, agora, observadores testemunharam a emissão de vapor.  Cientistas criaram duas hipóteses para explicar o fenômeno: ou Ceres possui ‘vulcões’ de gelo, que expelem vapor por serem aquecidos por elementos radioativos em seu interior, ou ele é aquecido pelo Sol e o derretimento do gelo gera o vapor – fenômeno comum em cometas.

Então Ceres é um cometa gigante?

Provavelmente não. Apenas a nossa definição de cometas e asteroides não está tão clara. Por enquanto, astrônomos estão comparando suas descobertas sobre Ceres com o segundo maior asteroide que conhecemos – Vesta, que tem, claramente, um interior metálico. A explicação para a diferença entre os grandes asteroides é que, enquanto Ceres se formou nas partes mais distantes do Sistema Solar, onde é mais provável que se encontre gelo, Vesta teria sido formado em regiões interiores, próximas ao Sol.

Mais dados deverão ser reunidos quando a sonda Dawn tiver seu segundo encontro com Ceres – programado para fevereiro de 2015. Lá, cientistas esperam entender melhor o que se esconde por baixo do manto do maior asteroide conhecido.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia

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