Cientistas descobrem nova classe de estrelas hipervelozes fugindo da Via Láctea.

Uma pesquisa da Universidade de Vanderbilt (EUA) descobriu uma nova classe de estrelas de hipervelocidade, que está viajando para fora da Via Láctea. Diferente da maioria das outras estrelas de hipervelocidade conhecidas, as 20 estrelas recentemente encontradas não saíram em sua rota superveloz depois de interagir com o buraco negro no centro da nossa galáxia, um corpo maciço cuja influência gravitacional normalmente fornece o pontapé necessário para a viagem. “Essas novas estrelas de hipervelocidade são muito diferentes das que foram descobertas anteriormente.

As originais são estrelas azuis grandes, e parecem ter se originado a partir do centro da galáxia. Nossas novas estrelas são relativamente pequenas – do tamanho do sol – e a parte surpreendente é que nenhuma delas parece ter vindo do núcleo galáctico”, explica a autora principal do estudo, Lauren Palladino. As potenciais novas estrelas foram descobertas através do Sloan Digital Sky Survey, um levantamento que mapeia o caminho de corpos como o sol na Via Láctea. Deixar a galáxia exige uma quantidade fenomenal de energia. Estrelas precisam atingir velocidades 1,6 milhões km/h mais rápidas do que a velocidade de 970.000 km/h que objetos já se movem em torno da Via Láctea. A maioria das estrelas de hipervelocidade fazem parte de um par binário que chegou muito perto do buraco negro supermassivo no centro da sua galáxia. Conforme uma delas é sugada em direção ao buraco negro, a outra é arremessada rápido o suficiente para deixar a galáxia.

Estrelas ejetadas por buracos negros têm uma composição diferente das estrelas descobertas. As 20 novas estrelas têm a mesma composição de discos estelares normais, então a equipe não pensa que elas vieram do núcleo ou halo da galáxia. “Nenhuma destas estrelas de hipervelocidade vêm a partir do centro, o que implica que há uma nova classe inesperada de estrela hipervelozes. Uma com um mecanismo de ejeção diferente”, pondera Palladino.

E qual a possibilidade da equipe do estudo estar errada sobre as observações? De acordo com os pesquisadores, cálculos precisos requerem medições realizadas ao longo de décadas, por isso, algumas das estrelas podem não estar de fato viajando tão rápido quanto aparentam.

Para minimizar os erros, eles realizaram diversos testes estatísticos. “Apesar de alguns dos nossos candidatos poderem ser observações falsas, a maioria é real”, explica Palladino.

“A grande questão é, o que impulsionou essas estrelas até suas velocidades extremas?”, pergunta outra pesquisadora do estudo, Kelly Holley-Bockelman. “Estamos trabalhando nisso agora”.

Fonte: http://hypescience.com/

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