Lua de Júpiter tem vapor fora da superfície, o que indicaria água abundante.

O telescópio Espacial Hubble da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) observou vapor de água acima da região polar sul da gelada lua Europa, de Júpiter, fornecendo a primeira evidência forte de plumas de água em erupção fora da superfície da lua. A presença de água abundante na lua é um forte indicativo de que pode haver vida. Descobertas científicas anteriores já apontam para a existência de um oceano localizado sob a crosta gelada de Europa. Agora, as plumas indicariam que esta água abundante tem fácil acesso à superfície. Os pesquisadores ainda não estão totalmente certos se o vapor de água detectado é gerado pela erupção de plumas de água na superfície, mas eles estão confiantes de que esta é a explicação mais provável.

No vapor, foi identificado excedente de hidrogênio e oxigênio em duas regiões distintas do hemisfério sul da lua. Isso tornaria Europa a segunda lua no Sistema Solar conhecida por ter plumas de vapor d’água. Em 2005, a sonda Cassini detectou jatos de vapor de água e poeira saindo da superfície da lua de Saturno Enceladus. Mas, depois, apenas partículas de gelo e poeira foram encontradas na lua de Saturno, quando apenas vapor de água foi registrado em Europa. Os resultados foram publicados online nesta quinta-feira (12) na revista Science Express e relatados na reunião da União Geofísica Americana em São Francisco. Na quarta (11), uma nova análise de dados de missão Galileo, da Nasa, revelou um tipo de mineral do tipo da argila na superfície de Europa, que parece ter sido entregue por uma colisão espetacular com um asteroide ou cometa.Esta é a primeira vez que tais minerais foram detectados na superfície da Europa.

Já na semana passada foi a vez de cientistas afirmaram que pode haver água líquida em Marte. Marcas escuras aparecem e desaparecem sazonalmente em uma região próxima ao equador marciano, o que sugere a existência de água salgada corrente.

“De longe, a explicação mais simples para este vapor de água é que ele entrou em erupção a partir de plumas sobre a superfície de Europa”, disse o principal autor do estudo Lorenz Roth do Southwest Research Institute em Santo Antonio. “Se as plumas estão conectadas com a água do oceano subsuperficial, que estamos confiantes que existe sob a crosta de Europa, então isso significa que investigações futuras possam pesquisar diretamente a composição química do ambiente potencialmente habitável da Europa sem a perfuração através de camadas de gelo. E isso é tremendamente excitante.”

Observações espectroscópicas do Hubble forneceram evidência de plumas em Europa em dezembro de 2012. Foi preciso usar um espectrógrafo que capta uma fraca luz ultravioleta de uma aurora, perto do pólo sul da lua, para identificar átomos excitados de oxigênio e hidrogênio que provocam uma aurora variável e deixam um sinal revelador de que são os produtos de moléculas de água quebradas pelo campo magnético do planeta Júpiter.

“Nós empurramos Hubble para os seus limites para ver esta emissão muito fraca. Estas poderiam ser plumas furtivas, porque elas podem ser tênues e difíceis de observar à luz visível”, disse Joachim Saur, da Universidade de Colônia, na Alemanha, que é investigador principal da campanha de observação do Hubble.

Fonte: http://noticias.uol.com.br

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