Descoberto elo perdido na evolução dos pulsares.

Uma equipe internacional de astrônomos detectou um “pulsar milissegundo” em uma fase crítica da sua evolução, quando o objeto passa da emissão raios X para a emissão de ondas de rádio. Os pulsares são estrelas de nêutrons magnetizadas, núcleos mortos de estrelas massivas que explodiram como supernova quando esgotaram o seu combustível – dependendo do assunto e da abordagem eles também são chamados de buracos negros. Os pulsares giram a grande velocidade, emitindo pulsos de radiação eletromagnética centenas de vezes por segundo, como se se tratasse de um farol. A análise destes pulsos revela que o seu período de rotação pode ser de apenas alguns milissegundos – daí o nome “pulsar milissegundo”.

Os pulsares são classificados em função da forma como geram suas emissões. Pulsares de rádio obtêm sua energia da rotação do seu campo magnético, enquanto os pulsares de raios X se alimentam de um disco de acreção formado pela matéria que arrancam de uma estrela companheira. As teorias atuais sugerem que as estrelas de nêutrons aumentam sua velocidade de rotação à medida que acumulam a massa procedente da estrela companheira. Quando o material do disco de acreção cai em direção à estrela, ele aquece e emite raios X. Depois de vários milhões de anos, a velocidade de acreção diminui e os pulsares acendem-se de novo, mas desta vez emitindo ondas de rádio.

Os astrônomos acreditavam que existisse uma fase intermediária na qual as estrelas de nêutrons oscilam entre estes dois estados, mas até agora não se tinha ainda encontrado provas diretas e conclusivas que suportassem esta teoria. Elo perdido dos pulsares Graças ao trabalho conjunto dos observatórios espaciais Integral e XMM-Newton da ESA, combinado com as observações posteriores dos telescópios Swift e Chandrada NASA e de uma série de radiotelescópios em terra, os cientistas finalmente flagraram um pulsar nesta fase de transição.

“A busca chegou ao fim: descobrimos um pulsar milissegundo que, em questão de semanas, passou de um pulsar de acreção, brilhante em raios X, a um de rotação, brilhante nas ondas de rádio. É o elo perdido da evolução dos pulsares”, afirmou Alessandro Papitto, do Instituto de Ciências Espaciais de Barcelona, Espanha, líder da investigação publicada esta semana na revista Nature.

O pulsar, identificado como IGR J18245-2452, foi descoberto pelo Integral em 28 de março de 2013. Ele está no aglomerado globular M28, na constelação de Sagitário. As observações realizadas com o XMM-Newton permitiram determinar que o seu período de rotação é de 3,9 milissegundos, o que significa que ele gira sobre o seu próprio eixo mais de 250 vezes por segundo, o que o classifica claramente como um pulsar milissegundo de raios X.

No entanto, depois de comparar o seu período de rotação e outras características com as de os outros pulsares da M28, descobriu-se que ele se encaixa perfeitamente na descrição de um pulsar observado em 2006 – só que, na ocasião, ele emitia ondas de rádio.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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