Cientistas embarcam em nova missão para compreender a energia escura.

Os cientistas embarcaram em uma nova missão para mapear 1/8 de todo o céu à procura de pistas da energia escura, a força misteriosa que acredita-se ser responsável pela expansão cada vez mais acelerada do universo. A pesquisa DES (Dark Energy Survey, da sigla em inglês) começou oficialmente na noite de 31 de agosto de 2013. O seu principal instrumento é uma câmera especial de 570 megapixels no Observatório Inter-Americano na Cordilheira dos Andes, no Chile.

Embora os cientistas acreditam que a energia escura compõe 74% do universo, eles não compreendem o que ela na verdade é. A energia escura, por enquanto, é o nome dado à força que parece estar trabalhando contra a gravidade, fazendo com que a expansão do universo acelere em vez de abrandar. Em cada foto, a poderosa câmera de energia escura, que foi construída no Fermilab, em Illinois, EUA, será capaz de detectar a luz de mais de 100 mil galáxias de até 8 bilhões de anos-luz de distância. Daqui a cinco anos, os cientistas esperam ter coletado imagens coloridas de 300 milhões de galáxias. Eles também antecipam que vão descobrir cerca de 4.000 novas supernovas, incluindo muitas que explodiram quando o universo tinha metade de seu tamanho atual.

Os cientistas vão então explorar essas imagens para traçar a história da expansão cósmica, o que poderia revelar novas ideias sobre como funciona a energia escura.

“Nós vamos olhar para esse grande mapa do universo como uma maneira de encontrar evidências da energia escura e caracterizar a sua natureza”, disse Ofer Lahav, da University College London e presidente do comitê de ciência do DES. “Uma meta ainda mais desafiadora para o DES é dizer se o que faz a aceleração da expansão do universo é de fato a energia escura, ou algo completamente diferente.”

Os pesquisadores do projeto dizem que vão usar quatro métodos para investigar a energia escura.

Primeiro, eles vão contar aglomerados de galáxias em diferentes pontos no tempo para recolher informações sobre a competição entre a gravidade (que diminui o espaço entre as galáxias) e  a energia escura (uma força mais forte que a gravidade que aumenta o espaço entre as galáxias).

Os cientistas também vão medir o brilho de supernovas – explosões de estrelas massivas que chegaram ao fim de suas vidas. Ao medir o quão longe estas supernovas são, os cientistas podem determinar melhor o quão rápido o universo foi se expandindo.

Eles também irão medir a forma de milhões de galáxias para revelar como a energia escura pode interagir com a gravidade para dar forma a matéria escura, outro componente ilusório do universo sobre o qual pouco se sabe.

Por fim, a equipe diz que vai usar ondas sonoras para criar um mapa de grande escala da expansão do universo ao longo do tempo. Quando o universo era muito jovem, o jogo entre a matéria e a luz começou uma série de ondas sonoras que deixaram uma impressão sobre como as galáxias estão distribuídas por todo o universo. Melhores dados sobre a forma desta marca poderiam ser usados para entender as taxas de expansão atuais e do passado do cosmo.

Fonte:  http://misteriosdomundo.com

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