Até onde conseguimos ver no Universo?

Até agora, conseguimos ver a luz visível até uma distância gigantesca de 130 bilhões de trilhões de quilômetros (o número 13 seguido de 22 zeros) – ou 13 bilhões de anos-luz, se usarmos o jeito astronômico de medir distâncias. Tudo graças aos nossos melhores óculos para ver o céu, o telescópio espacial Hubble. O mais fascinante é que a habilidade desse aparelho para enxergar tão longe equivale, de certa forma, a uma viagem no tempo. Afinal, quando dizemos que uma coisa está a 13 bilhões de anos-luz, isso significa que a luz emitida por esse objeto levou justamente 13 bilhões de anos para chegar até aqui.
Por isso, o Hubble enxerga não exatamente uma galáxia distante, mas a cara que ela tinha muito antes de a Terra ter se formado. Pela velocidade com que as galáxias se afastam umas das outras, estima-se que todas elas estavam aglutinadas em um ponto microscópico que explodiu em algum momento entre 13,7 bilhões e 15 bilhões de anos atrás. A uma distância dessas, tudo o que o Hubble consegue ver são quasares, corpos que surgem quando galáxias se chocam. Como a maior parte dos quasares está a pelo menos 10 bilhões de anos-luz, isso indica que nos primórdios do Universo as galáxias se espremiam em um espaço muito menor do que hoje, a ponto de uma bater na outra de vez em quando.

Essa constatação impulsionou a teoria do big bang e a idéia de que o Universo está em expansão. Quando apontamos o olhar para longe, acabamos enxergando bem mais do que a gente espera!

O céu não é o limite

Observação do cosmo começou com as montanhas da Lua e não pára de nos surpreender

Quando: Século 17

Descoberta: Anéis de Saturno

Quem encontrou: Galileu Galilei

O italiano foi o primeiro a usar o telescópio para fazer observações astronômicas. Com o instrumento, Galileu notou que a Lua não era lisa, mas pipocada de crateras e montanhas. Encontrou duas luas em Júpiter, mostrando que satélites não eram exclusividade da Terra, e viu anéis em Saturno. “Esse planeta parece ter orelhas!”, escreveu o gênio italiano em suas anotações. No detalhe, um rabisco do próprio Galileu mostra como ele enxergou Saturno

Quando: Séculos 18 e 19

Descoberta: Galáxias

Quem encontrou: William Herschel

O alemão Herschel enxergou manchinhas no céu parecidas com nuvens. Batizando-as de nebulosas, ele imaginou que fossem aglomerados de estrelas muito distantes. Herschel estava certo, mas a noção de galáxia só seria desenvolvida pelo astrônomo britânico Edwin Hubble, no começo do século 20. Abaixo, você vê Andrômeda, uma das galáxias estudadas pelo alemão, em três momentos da evolução da observação astronômica

Quando: 1963

Descoberta: Quasar

Quem encontrou: equipe do National Astronomy Observatories (Estados Unidos)

Esses objetos são núcleos de galáxias com tamanho equivalente ao sistema solar, mas emitem 100 vezes mais radiação que uma galáxia inteira. Na representação artística da imagem maior, o quasar aparece como o jorro de raios no meio da espiral. Mas telescópios como o Hubble o vêem como uma “estrelona”, já que o brilho do quasar ofusca a imagem da galáxia que está em volta dele

Quando: 2004

Descoberta: Quasares mais distantes já observados

Quem encontrou: equipe do Space Telescope Institute (Estados Unidos)

Até agora, esse é o máximo que conseguimos enxergar do cosmo. No detalhe, a imagem do telescópio Hubble mostra galáxias e quasares da forma como eles eram há 13 bilhões de anos, relativamente pouco tempo após o início do Universo. A foto precisou de 278 horas de exposição para ficar pronta

Ecos da grande explosão.

Satélite da Nasa conseguiu mostrar como era o universo 300 mil anos depois do Big Bang

Não vamos enxergar como era o Universo há muito mais que 13 bilhões de anos. Esta é a época da formação das primeiras estrelas e galáxias e a luz delas que nossos telescópios vêem. Antes disso, o Universo não passava de uma sopa quente de radiação. Mas pelo menos tivemos uma amostra daquela época. Na década de 90, o satélite Cobe, da Nasa, mostrou como era o Universo com 300 mil anos de idade, praticamente logo após ele ter surgido. A imagem mostra um “calor” de -270,7 ºC (em vermelho) espalhado por todas as direções do Universo — as regiões em azul eram mais frias que isso.

Fonte:  http://curiosidadeterra.blogspot.com.br

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