200 bilhões de planetas errantes vagam pela Via Láctea.

Os cientistas os chamam de planetas flutuantes, andarilhos celestes maciços que se libertaram dos limites do seu sistema solar de origem. Ou talvez não. Uma nova pesquisa sugere que esses planetas errantes podem ter se formado completamente por conta própria – e que pode haver bilhões deles vagando por ai.  Os cientistas só recentemente descobriram a existência de planetas flutuantes, planetas que não orbitam uma estrela. No ano passado, os astrônomos anunciaram a descoberta de CFBDSIRJ2149, o planeta flutuante mais próximo que conhecemos. Ele está localizado a uma distância de 100 anos-luz e possui entre 4 e 7 vezes a massa de Júpiter. E está vagando sem rumo pelo espaço.

Planeta-errante

Até agora, os cientistas assumiram que esses planetas, dos quais apenas alguns são conhecidos, são originados em sistemas planetários comuns. Eles seriam expulsos de seu sistema solar através de um enorme evento gravitacional e/ou porque a estrela-mãe simplesmente morreu. Mas novas observações de pequenas nuvens escuras chamadas “globulettes” sugerem que planetas flutuantes podem se formar fora de um sistema, sem influência de uma estrela. Se for verdade, então existe um segundo método conhecido para a formação planetária – o outro é a teoria do disco de acreção.

Uma equipe de astrônomos da Suécia e da Finlândia observou recentemente globulettes na nebulosa Rosette, uma enorme nuvem de poeira e gás a cerca de 4.600 anos-luz de distância. Esta nebulosa é o lar de cerca de uma centena dessas pequenas nuvens, que apresentam um diâmetro de não mais do que a distância entre o Sol e Netuno. Globulettes são incrivelmente densos – um pouco menos do que 13 vezes a massa de Júpiter.

Novas medições mostram que globulettes, que contêm núcleos muito densos, são teoricamente capazes de entrar em colapso sob seu próprio peso. O resultado: um planeta errante.

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Alguns destes poderiam assumir as características de uma anã marrom – grandes objetos celestes que não conseguem ter o que é preciso para incendiar em uma estrela. Além do mais, devido à velocidade dos globulettes dentro da nebulosa – estimada em 80,000 km / h – os planetas flutuantes podem escapar.

E como existem literalmente milhões de nebulosas na galáxia, esse processo poderia ser responsável por milhões, se não bilhões, de planetas errantes. Notavelmente, os astrônomos especulam que pode haver até 200 bilhões de planetas flutuantes percorrendo a Via Láctea.

Fonte: http://www.popsci.com

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