O que é Seleção Natural?

A Seleção Natural é um dos conceitos chaves dentro da Teoria da Evolução. Para entender exatamente o que é a seleção natural e por que ela é tão importante, primeiro vamos dar olhada em outros dois conceitos evolucionários: a descendência com modificação e a descendência comum. A descendência com modificação é o fato observável que, quando nasce uma criança, ela se parece e se comporta um pouco diferente de seus pais. Ela obviamente descende de seus pais, mas sofre modificações, geralmente devido a mutações genéticas aleatórias.charles-darwin1-600x453

A descendência comum é a ideia de que toda a vida na Terra tem relação de parentesco. Todos descendemos de um ancestral comum, pelo processo gradual da descendência com modificação por muitas, muitas gerações. A descendência comum não é um fato observável diretamente, porque não temos uma forma de voltar no tempo e observá-la acontecendo. Em vez disso, a descendência comum é uma conclusão baseada em um volume enorme de fatos que são observáveis, encontrados independentemente no estudo de fósseis, da genética, da anatomia comparativa, da matemática, da bioquímica e da distribuição das espécies.

As evidências da descendência comum são tão fortes que já têm sido percebidas desde tempos antigos, mas foram rejeitadas por muitos filósofos e cientistas por uma razão principal: não é possível gerar ordem a partir do caos.

Os corpos e o comportamento dos seres vivos são extremamente complexos e ordenados, e a descendência com modificação produz apenas variações aleatórias. Por muito tempo`, ninguém conseguiu explicar como a vida mais complexa poderia surgir de vida mais simples através de variações supostamente aleatórias.

Até que Charles Darwin descobriu a Seleção Natural. Darwin (1809 – 1882), um naturalista, viajou pelo mundo todo coletando plantas e animais. Durante essas viagens, ficou muito interessado pela ideia da descendência comum.

Ele notou que algumas ilhas continham espécies de plantas e animais únicos (endêmicos), mas que eram semelhantes a animais encontrados nos continentes próximos. As tartarugas nas Ilhas Galápagos são diferentes das tartarugas da África, mas, com exceção do tamanho, são quase idênticas às encontradas na América do Sul.

Darwin acreditava que a melhor explicação para estas semelhanças era a descendência comum. Muito tempo atrás, uma fêmea do continente chegou às ilhas, provavelmente sobre uma “balsa” feita de restos de uma tempestade, e colocou ovos.

As mudanças aleatórias causadas pela descendência com modificação pelos milhares de anos eventualmente transformaram tanto os animais das ilhas que eles não podem mais ser considerados da mesma espécie que os do continente. Esta ideia fazia sentido para Darwin, exceto por uma coisa: os animais das ilhas não eram apenas aleatoriamente diferentes de seus primos do continente – eles pareciam adaptados para a vida nas ilhas.

As Galápagos são uma coleção de 18 ilhas principais, muitas delas com tartarugas. As ilhas maiores têm bastante grama e vegetação, e as tartarugas lá são pesadas e têm cascos semelhantes a domos. Algumas das ilhas menores têm muita pouca grama, forçando as tartarugas a se alimentar de cactus, e as melhores palmas dos cactos nascem no topo das plantas. Sendo assim, as tartarugas destas ilhas têm pernas dianteiras maiores e um casco que se assemelha a uma sela, permitindo que seus pescoços extra-longos se estiquem para alcançar o alimento.

É como se os animais estivessem sido esculpidos para sobreviver nos ambientes em que estavam. E como este trabalho de “escultura” aconteceu? A descendência com modificação aleatória não poderia fazer isso. Darwin então usou seu conhecimento sobre reprodução seletiva para responder a pergunta.

Por milhares de anos, os fazendeiros têm transformado plantas e animais selvagens pelo processo da reprodução seletiva, a fim de criar espécies domésticas, mais apropriadas para uso e consumo humanos.

O processo é lento, mas simples. Se uma planta produz centenas de sementes, a maioria será igual à planta-mãe. Algumas serão diferentes, com variações que podem ser indesejáveis, como um tamanho menor ou sabor mais amargo, e outras variações serão valiosas, como folhas doces, por exemplo. Se o fazendeiro permitir que apenas as plantas com as características mais valorizadas produzam sementes para a próxima colheita, as pequenas mudanças positivas vão se acumulando pelas múltiplas gerações, eventualmente produzindo uma verdura superior.

Pode ser surpresa para alguns, mas brócolis couve-flor, brócolis, couve, couve de Bruxelas e couve são todas as raças diferentes de um único tipo de erva comumente encontrada ao longo das margens do Canal Inglês.

A evolução desta planta original nas variedades modernas foi cuidadosamente guiada por diferentes fazendeiros pelo mundo, que simplesmente selecionavam algumas características. É importante notar que o fazendeiro não “criou” (no sentido estrito da palavra) nada – a descendência com modificiação aleatória é que criou novas características, que os fazendeiros por sua vez simplesmente escolheram.

Darwin propôs que a natureza por si era capaz de fazer esta seleção. Ela não tem um cérebro inteligente como um fazendeiro, mas é um lugar extremamente perigoso para se viver. Existem germes que podem te matar, animais que podem te comer, morte por insolação ou exposição ao frio, etc.

Quando os pais colocam seus filhotes na natureza, simplesmente por eles terem de enfrentar ambientes hostis, ela acaba decidindo quais variações sobreviverão para se reproduzir e quais não. Com o passar de múltiplas gerações, os seres vivos se tornam cada vez mais aptos a sobreviver e reproduzir no seu ambiente específico. Darwin chamou este processo de Seleção Natural.

Desde que Darwin apresentou esta ideia pela primeira vez ao mundo, nos anos 1850, a Seleção Natural tem sido estudada e testemunhada muitas vezes na natureza e nos laboratórios. O que começou como uma mera ideia é agora oficialmente um fato observável.

A teoria de Darwin expandiu tremendamente nossa compreensão do mundo natural e levou a descobertas fantásticas, permitindo aos cientistas considerar com seriedade a ideia da descendência comum.

Em resumo, Seleção Natural é o processo pelo qual as mudanças evolucionárias aleatórias são selecionadas pela natureza em uma forma consistente e não aleatória. Através do processo de descendência com modificação, novas características são produzidas aleatoriamente. A natureza então cuidadosamente decide quais características serão mantidas. As mudanças positivas se acumulam através das gerações, e as negativas são descartadas.

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