Cientistas resolvem inconsistência na teoria do Big Bang.

Uma equipe de cientistas do Observatório Keck, no Havaí (EUA), resolveu uma das inconsistências mais importantes na teoria do Big Bang, conciliando dados observados com modelos teóricos atuais de como o nascimento do universo aconteceu, 13,8 bilhões anos atrás. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a teoria do Big Bang não é perfeita e ainda tem algumas falhas. Uma delas era a diferença na presença de isótopos de lítio entre o modelo previsto e as observações reais do universo.lithium

Elementos leves, como hélio, deutério e lítio se formaram nos primeiros momentos da existência do universo, de acordo com a teoria da nucleossíntese do Big Bang. No entanto, pelo que os cientistas podiam dizer, os níveis reais de lítio no universo eram muito diferentes do que o modelo sugeria. A observação das estrelas mais antigas da nossa galáxia apontava que havia cerca de 200 vezes mais do isótopo lítio-6 do que a nucleossíntese dizia, e até cinco vezes menos de lítio-7.

Agora, Karin Lind da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e seus colegas mostraram que os dados usados para chegar a essa conclusão eram imprecisos.

O lítio-6 é um isótopo difícil de detectar, uma vez que tem uma assinatura bastante fraca. Um novo espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso) de 2004 do Observatório Keck, que abriga dois dos maiores telescópios do mundo, permitiu que Lind analisasse as informações com mais detalhes do que tinha sido possível anteriormente.

Sua equipe descobriu que a observação de qualidade inferior, juntamente com algumas simplificações na última análise, levaram a uma falsa leitura dos níveis de lítio.

“Usando física mais sofisticada e poderosos supercomputadores, conseguimos remover os desvios sistemáticos que afligem a modelagem tradicional, que levou a falsas identificações da assinatura isotópica de lítio-6 e lítio-7″, explicou Lind.
As novas observações da equipe dos níveis de lítio estão mais de acordo com as previsões da teoria do Big Bang.

A descoberta foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics. Veja o artigo (em inglês) aqui.

 

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