Estudo revela como os colossais ventos de Urano e Netuno se formam.

Os ventos fortes de Urano e Netuno estão aparentemente confinados às finas camadas atmosféricas de  ambos os planetas, segundo um novo estudo. Estes resultados podem lançar luz sobre como os ventos extremamente fortes nascem, e como os planetas gigantes se formam e evoluem ao longo do tempo. Planetas gigantes do sistema solar exterior, como Urano e Netuno, são dominados por ventos que podem atingir velocidades supersônicas e jatos de 10 a 15 vezes mais fortes do que aqueles encontrados na Terra, a julgar pelas imagens de como nuvens correm nas densas atmosferas desses mundos.

Netuno

“Estamos tentando compreender o misterioso sistema climático desses mundos há 25 anos ”, disse o principal autor do estudo Yohai Kaspi, cientista planetário do Instituto Weizmann, em Rehovot, Israel. Kaspi e seus colegas focaram os telescópios em Urano e Netuno, que são os dois “gigantes de gelo” do sistema solar. Os ventos de Urano podem soprar nuvens a até 900 km/h, enquanto os ventos de Netuno podem ultrapassar 2.400 km/h, os ventos planetários mais rápidos do sistema solar.

Os pesquisadores investigaram os campos gravitacionais desses mundos, utilizando dados recolhidos pela sonda Voyager 2, da NASA, e de telescópios terrestres. A força do campo gravitacional de um planeta depende da sua quantidade de massa, e esta força pode variar ao longo da superfície de um planeta, dependendo da quantidade de massa que se encontra embaixo dela. Ao analisar os campos gravitacionais desses mundos, os pesquisadores puderam deduzir como suas atmosferas se movem.

Os cientistas descobriram que os ventos sopram em camadas atmosféricas relativamente finas há 1.000 km de profundidade em ambos os planetas. Para efeito de comparação, Netuno possui cerca de 49,250 km de diâmetro, enquanto Urano possui cerca de 50,700 km.

Estes resultados ajudam a revelar como esses ventos se originam, segundo os pesquisadores.

Estudos anteriores sugeriram que os ventos em Urano e Netuno podiam surgir de duas formas – ou por processos superficiais em suas atmosferas externas, ou por mecanismos atmosféricos mais profundos. Os pesquisadores descobriram que as camadas de vento de Urano e Netuno ocupam 0,15 e 0,2% da massa do planeta, respectivamente, sugerindo que os processos superficiais são responsáveis por formar esses ventos.

O novo estudo tem implicações na forma como os cientistas compreendem a formação dos planetas. No futuro, a sonda Cassini, atualmente orbitando Saturno, e a sonda Juno, da NASA, que está programada para chegar a Júpiter, pode analisar os campos gravitacionais dos planetas gigantes e ajudar a explicar melhor como os fortes ventos se formam nessas grandes esferas de gás.

“Os quatro planetas gigantes têm mais de 99% da massa do sistema solar fora do sol, e dentro dos próximos anos, vamos estar aprendendo sobre a dinâmica de todos os seus ambientes”, disse Kaspi.

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