Planeta de Einstein é revelado pela relatividade.

Pela primeira vez, astrônomos utilizaram um método baseado na teoria da relatividade especial de Einstein para descobrir um mundo alienígena distante. O mundo recém-descoberto – apelidado de “planeta de Einstein” pelos astrônomos que a descobriram – é o mais recente dos mais de 800 planetas conhecidos por existir além do nosso sistema solar, e o primeiro a ser encontrado através deste método.

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O planeta, conhecido oficialmente como Kepler-76b, é 25% maior do que Júpiter e pesa cerca de duas vezes mais, colocando-o em uma classe conhecida como “Júpiter quente”. O mundo orbita uma estrela localizada a cerca de 2.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cygnus. Os pesquisadores aproveitaram os efeitos sutis previstos pela teoria especial da relatividade de Albert Einstein para encontrar o planeta. O primeiro é o chamado efeito “radiante”, e ocorre quando a luz da estrela-mãe ilumina seu planeta quando ele é puxado para mais próximo da Terra, o e o escurece quando o empurra para mais longe.

Efeitos relativísticos formam partículas de luz, chamadas fótons, que se amontoam e se focam na direção do movimento da estrela. “Esta é a primeira vez que este aspecto da teoria da relatividade de Einstein foi usado para descobrir um planeta,” disse o membro da equipe de pesquisa Tsevi Mazeh, da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

Além disso, as marés gravitacionais do planeta em órbita fizeram sua estrela se esticar um pouco, ficando achatada nos polos e fazendo com que o planeta revele uma maior parte de sua superfície. Finalmente, o próprio planeta reflete uma pequena quantidade de luz estelar, o que também contribuiu para a sua descoberta.

Os pesquisadores usaram dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, que forneceu observações extremamente detalhadas. O Kepler foi projetado para caçar planetas alienígenas usando o método de trânsito, que consiste em medir a variação de brilho em uma estrela causada pelo movimento de um planeta à sua frente em relação á Terra.

Outra popular tática usada pelos caçadores de planetas é o chamado de método de oscilação, que procura ligeiros sinais de movimento nas velocidades radiais das estrelas causados pela ação gravitacional do planeta a ser descoberto.

O método baseado na teoria de Einstein funciona melhor com mundos maiores, e atualmente é incapaz de encontrar planetas do tamanho da Terra, segundo os cientistas. Ainda assim, oferece alguns benefícios, uma vez que não necessita de medições de alta precisão da velocidade de uma estrela, nem um alinhamento perfeito entre a estrela e o planeta em relação à Terra.

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