Hélio-3 – A energia do futuro?

A partir de considerações puramente físicas, conclui-se que qualquer civilização no espaço cósmico dependerá de três principais fontes de energia: De seu planeta, sua estrela e sua galáxia, que correspondem a civilizações tipo I, II e III. A produção e energia de cada tipo de civilização é aproximadamente 10 bilhões de vezes maior que a do anterior. Na escala cósmica somos uma civilização tipo zero. Há várias formas de recursos de energia disponíveis como no fundo do mar e nos ventos superiores, mas somos ainda como bebês, extraindo boa parte da nossa energia de plantas mortas (combustíveis fósseis), e engatinhando no aproveitamento da energia dos raios solares e dos ventos que incidem na superfície do nosso planeta.
Mineracao na lua discovery
Só com a utilização dos ventos que sopram a 100 km de altura, seria possível suprir 6 vezes mais a energia consumida no mundo todo hoje, sem ter que queimar uma gota de petróleo. Alguns cientistas dizem que o combustível do futuro será um gás chamado hélio-3, e será a fonte de combustível perfeita: é extremamente potente, não é contaminante e não tem subprodutos radioativos, ou seja, poderia ser usado como combustível em futuras centrais elétricas nucleares, sem deixar qualquer resíduo tóxico.

Pra se ter uma ideia, o hélio-3 fornece um milhão de vezes mais energia do que o carvão, sem poluir o meio ambiente. O problema é que o Hélio-3 é um gás raríssimo no planeta, e só produzimos 20 quilos de hélio-3 por ano, mas ele existe em abundância em outros astros, como na Lua por exemplo. Com as tecnologias disponíveis, o hélio-3 seria o único recurso cujo custo-benefício de sua extração na Lua valeria a pena, pois teríamos que transportar o gás aos poucos da Lua para a Terra (Atualmente, nem o ouro vale os custos envolvidos). O Hélio-3 poderia ser uma nova “corrida do ouro” à Lua. Seu valor seria hoje de $4 bilhões/tonelada se comparado ao petróleo.

A coisa funciona mais ou menos assim: Através de ventos solares, fluxos de partículas carregadas de hélio-3 emitidos pelo sol vão chegando à Lua, se depositando e se acumulando no solo através de milhões e milhões de anos, enquanto os bombardeios dos meteoritos vão dispersando as partículas sobre a superfície lunar. Com base em nosso atual consumo de energia, cerca de apenas 100 toneladas de hélio-3 seriam suficientes para gerar energia para a Terra inteira por um ano.

A Lua tem tanto hélio-3, que se algum dia a humanidade conseguisse trazer e utilizar como fonte de energia, teria o suficiente para abastecer a Terra durante 10 mil anos. A fusão do Hélio 3 é igualmente ideal para prover a energia das naves espaciais e para as viagens interestelares, e oferece o mais alto desempenho do poder de fusão.

explo helio-3 na lua filme moom

O equivalente de uma carga simples de UMA nave espacial, que é de aproximadamente 25 toneladas, poderia prover toda a energia que o Brasil precisa durante CINCO anos.Somente em Mar da Tranquilidade (região lunar onde pousaram o módulo lunar Eagle e a sonda Surveyor 5) há gás em suspensão suficiente para abastecer a Terra por centenas de anos, e no planeta Urano tem hélio-3 suficiente para abastecer a Terra durante 4 milhões de anos.

O problema até agora é a sua extração, pois o processo de mineração consiste no aquecimento do solo lunar a cerca de 700º C. A essa temperatura, o hélio-3 escaparia das rochas e poderia então ser coletado.

A NASA anunciou que até 2020 estabelecerá uma base internacional na Lua para permitir a chegada de astronautas e logo após uma colônia permanente, e o governo chinês anunciou oficialmente a sua intenção de enviar uma nave tripulada à Lua. Porque será? E de pensar que há apenas 100 anos ainda obtínhamos nossa energia da queima de madeira e carvão, e qualquer discussão sobre fontes extraterrestres de energia teria sido considerada loucura.

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4 comentários em “Hélio-3 – A energia do futuro?

  1. MINHA COLABORAÇÃO PARA ESTE TEMA, JEFERSON:

    Quem herdará o Universo?

    Sobre o tema ENERGIA e como as civilizações usam esta energia (civilizações que conhecemos do passado, que conhecemos hoje e que poderemos visionar para o futuro….), eu gostaria de sintetizar um artigo pertencente à edição de fevereiro de 2002 da Revista Astronomy com o título de “Who Will Inherit the Universe?” (Quem Herdará o Universo?), escrito por Michio Kaku, professor de Física Teórica na Universidade da Cidade de New York.

    Inicialmente, o autor nos diz que “não importa quantos milhões de anos podem separar (as civilizações do futuro) de nós, uma verdade permanece constante: suas ações deverão obedecer às leis fundamentais da física.”

    O autor, então, baseia sua tese sobre um Trabalho/paper publicado no Journal of Soviet Astronomy por Nikolai Kardashev, em 1964, “onde (este) categorizava as civilizações extraterrestres em Tipos I, II and III, escalados de acordo com sua capacidade de utilização de uma ubíqua e mensurável quantidade – energia.” E explica: “Sendo a energia, por definição, a “”habilidade de se poder trabalhar””, as civilizações poderiam ser rapidamente organizadas de acordo com sua produção, por exemplo, de unidades em forma de simplicidade universalizada, como cavalo-de-força, horsepower, H.P”. E o autor continua: “Porque a classificação realizada por Kardashev foi baseada em fontes de energia estáveis e universais, como planetas, estrelas e galáxias, poderemos classificar a produção de energia de cada tipo de civilização. E, por outro lado, isto torna possível computar os limites máximos de energia disponível para cada (tipo de civilização).

    O autor continua, então, definindo aquilo que Kardashev colocou como os Tipos de civilização: “Por definição, a civilização do Tipo I (de Kardashev) é uma civilização planetária, possuindo a habilidade de utilizar a reserva de energia de um planeta inteiro – mais de um trilhão de HP’s. Uma civilização do Tipo II é uma civilização estelar, capaz de controlar a produção de energia de uma estrela solitária – para mais de 100 bilhões de trilhões de HP’s. Finalmente, a civilização do Tipo III é um a civilização que já ultrapassou a produção de energia de um planeta ou estrela e já começou a construir uma civilização galáctica, espalhando-se para muitos sistemas estelares. As civilizações do Tipo III possuem uma capacidade energética de aproximadamente 10 bilhões de trilhões de trilhões de HP’s.”

    Segundo o autor, esta análise “é particularmente útil desde que os sucessivos estágios da história da humanidade podem muito bem ser escalados de acordo com a quantidade de energia, desde os tempos pré-históricos (quando apenas possuíamos a energia de nossas mãos, cerca de um quinto de H.P.), através da escravidão (quando reis tinham centenas de HP’s à sua disposição), passando pelo feudalismo (milhares de HP’s) até a revolução industrial (milhões de HP’s) e, finalmente até os tempos modernos (bilhões de HP’s)”

    O autor continua seu artigo nos dizendo que a humanidade que conhecemos até agora nos primórdios do século 21 estaria qualificada dentro do status de civilização do Tipo 0 e nos informa que atualmente a nossa total produção planetária de energia não chega a 10 bilhões de HP’s e que retiramos essa energia não das forças globais mas dos bolsos precários dos remanescentes fósseis de plantas mortas (óleo e carvão). E aprofunda: ” Quase que não podemos prever as mudanças no tempo, menos ainda controlá-lo”.

    O autor avança em seu pensamento, nos dizendo que a atividade econômica e o consumo de energia acabam sendo proporcionais um ao outro e que já nos é possível inferir que nosso consumo de energia avança bastante vagarosamente em seu crescimento anual (em pequena porcentagem) Podemos, então, calcular que não está muito longe o dia em que estaremos alcançando o Tipo I de civilização. Neste aspecto o autor cita o físico Freeman Dyson do Instituto para Estudos Avançados em Princepton, New Jersey, que “estima para os próximos 200 anos o atingimento deste estágio.

    Partindo desse princípio, o autor prossegue, dissertando sobre os aspectos que, hoje em dia, já nos apresentam os indícios desse futuro não tão distante: caminhamos em direção a uma língua planetária, a um sistema de comunicação planetário, uma economia planetária, uma cultura planetária…

    O autor, então faz um retrospecto em relação à tese de Kardashev, nos lembrando que este colocou limites máximos para o crescimento das civilizações avançadas, que seriam ditados pela máxima produção de energia planetária, estelares e galácticas. No entanto, o autor nos lembra também que podem outras questões acontecerem e que, certamente, poderiam modificar o status de uma civilização, questões estas que outros astrofísicos têm tentado colocar como limites mínimos: impactos dos meteoritos, mudanças climáticas, supernovas, e outras catástrofes naturais. Nesse caso, uma civilização teria que, para sobreviver e não morrer, sair do status do Tipo 0 para o Tipo I rapidamente! Também o autor nos recorda que existem catástrofes internas, tais como terrorismo, guerras nucleares, poluição global… Dessa maneira, ele conclui,” o maior obstáculo obstruindo a transição entre Tipo 0 para Tipo I pode ser estritamente auto-infligido” e continua: “Talvez a mais perigosa transição de todas seja a do Tipo 0 para o Tipo I”.

    Ao terminar, após muitos milhares de anos, toda a energia de um planeta, o Tipo I de civilização será forçado a buscar a próxima energia a ser usada, sua estrela. Assim, o Tipo I de civilização poderia fazer sua transição para o Tipo II em cerca de 3 mil anos. Também o autor comenta que o tipo mais interessante de civilização seria o Tipo II, o qual já exauriu toda a energia de uma estrela solitária e passou a buscar for estrelas em outras sistemas. O autor então, nos informa que Kardashev calcula que levaria para nós cerca de 6 mil anos ou mais para alcançarmos o status de Tipo III de civilização. E emenda: ” O Tipo III de civilização é muito prometedor, porque possui a maior capacidade para alcançar a imortalidade. As eras de gelo poderão ser alteradas, meteoritos poderão ser defletidos, até supernovas e efeitos de radiação dos raios gama poderão ser controlados. Quando uma civilização do Tipo III evolui numa galáxia, deveria durar por milhões ou até bilhões de anos.”…..

    Em relação à essa parte de seu artigo, o autor conclui que “desde que vivemos cerca de 15 bilhões de anos após o Big Bang, certamente civilizações I e II apareceram e pereceram muito antes dos humanos entrarem em cena. Porém, se uma civilização do Tipo III se desenvolveu em nossa galáxia desde o Big Bang, ela poderá ainda estar lá.” E finaliza: ” Esse pensamento levou Carl Sagan e outros a especular que uma civilização do Tipo III existe na via Láctea. De fato, é sobre esta premissa que as buscas de inteligência extraterrestre, como o SETI, estão sendo estruturadas.”

    E o autor prossegue em seu artigo dissertando sobre os recentes avanços da biotecnologia, a robótica, a nanotecnologia, etc. que vêm mudando, de alguma forma, a análise de Kardashev.

    Mais adiante, o autor indaga: ” Como escaparemos da morte do universo? Parece ser inevitável que toda a vida inteligente do universo morra quando o universo fenecer – seja num colapso ardente ou numa frígida expansão sem fim.” E cita o astrônomo John Barrow da Universidade de Cambridge, que escreve: “suponhamos que possamos estender a classificação para adiante. Essas hipotéticas civilizações dos Tipos IV, V, VI… em diante, estariam aptas a manipular as estruturas no universo nas mais amplas escalas, vivenciando grupos de galáxias, aglomerados e superaglomerados de galáxias”

    A partir desse ponto, o autor avança em seu pensamento nos dizendo que as civilizações além do Tipo III obteriam energia suficiente para escapar de nosso universo em fenecimento, através de buracos no espaço. E explica que estudos recentes sobre a gravidade quântica e a teoria das supercordas nos demonstram que energias imensas existem a ponto dos efeitos quânticos rasgarem a linha do espaço e tempo para criar os “buracos de minhocas”, de forma que se possa viajar, num fechar de olhos, através de imensas distâncias no espaço e tempo. Apesar de não se ter certeza ainda dessa possibilidade, existe a idéia de que uma civilização bastante avançada possa realmente viajar através de buracos no espaço. Isso solucionaria a questão de extrapolar a velocidade da luz e abreviaria de forma dramática a transição entre o Tipo II e o Tipo III de civilizações.

    O autor, finalmente, conclui: “O processo evolucionário força as formas de vida a deixaram seu meio ambiente quando este se torna letal. Obedecendo à esta imperiosidade evolucionária, talvez uma civilização adiantada, diante da morte de seu universo, possa criar outro (universo)”.

    …………………………………………..
    Bibliografia:
    “Who will Inherit the Universe?” de Michio Kaku – físico teórico da Universidade da Cidade de New York
    – páginas 34,35,36,37 e 38 da Edição de fevereiro de 2002 da Revista Astronomy – Kalmbach Publishing Co. – Waukesha, WI, USA.
    …………………………………………………
    O texto acima é de autoria de Janine Milward de Azevedo
    que sintetizou e traduziu um artigo extraído da Revista Astronomy, edição de fevereiro de 2002,
    com o título como acima e de autoria de Michio Kaku.
    Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre o faça na íntegra e mencione as autorias do mesmo bem como seus créditos e biografia..

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