Descoberta no DNA pode ajudar tratamento do Alzheimer.

A atividade cerebral produzida por meio de atividades comuns surpreendentemente danifica o DNA, sugerindo que tais danos podem ser parte fundamental do pensamento, aprendizado e memória, segundo os pesquisadores. Esse dano geralmente se cura rapidamente, mas as proteínas anormais vistas na doença de Alzheimer podem aumentar esse dano, talvez sobrecarregando a capacidade das células do cérebro para curá-lo. A investigação desses danos no DNA pode ajudar no tratamento de doenças mentais, os cientistas adicionaram.

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Cientistas analisaram camundongos adultos após serem colocados em novas e maiores gaiolas, com brinquedos e odores diferentes. Os animais foram autorizados a explorar o novo ambiente por duas horas. Durante a atividade, a equipe mediu os níveis cerebrais de uma proteína conhecida como gama H2AX, que se acumula quando ocorre um particular tipo de dano no DNA conhecido como DSB.

“O DNA vem em forma de duplas fitas, e tem a forma de uma escada torcida”, disse Lennart Mucke, neurologista e neurocientista do Instituto Gladstone de Doenças Neurológicas, nos EUA. “Interrupções em uma fita  acontecem muito frequentemente, e quando ocorrem em ambas, há um certo dano no cérebro, em situações que acontecem principalmente no contexto de uma doença.”

Inesperadamente, os pesquisadores descobriram que tais interrupções também aconteceram nos neurônios de camundongos perfeitamente saudáveis, com até seis vezes mais rupturas duplas no DNA do que os ratos que permaneceram em suas pequenas e antigas gaiolas.

Em suma, descobriu-se que o DSB é parte da atividade normal de um cérebro saudável. Além disso, eles constataram que a acumulação e reparação das DSBs está relacionada com o aprendizado.

Ainda não se sabe porque a atividade cerebral provoca essas rupturas duplas no DNA, mas os pesquisadores suspeitam que a atividade genética está intimamente relacionada com a atividade mental.

Muitas das quebras foram reparadas em até 24 horas através de um mecanismo de fixação nas células. No entanto, os ratos geneticamente modificados para produzir um fragmento de proteína conhecido como beta-amilóide, que se acumula nos cérebros de pacientes com Alzheimer, tiveram mais rupturas no DNA do que o normal, um problema que se agravou durante a investigação.

Ratos que produziram essa proteína tiveram frequentemente atividades anormais no cérebro, incluindo crises epilépticas, o que também acontece em pacientes com Alzheimer. Os pesquisadores descobriram que o bloqueio dessa anormal atividade cerebral com uma droga conhecida como levetiracetam reduziu o número de rupturas no DNA dos animais.

A droga já mostrou que pode fornecer alguns benefícios para pacientes em estágio inicial de Alzheimer. O novo estudo indica que a levetiracetam pode ser capaz de modificar a doença, evitando o acúmulo de quebras no DNA que podem promover  seu progresso.

 

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por Jeferson Stefanelli Postado em Biologia

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