A Teoria dos Multiversos

A Teoria dos Multiversos – ou universos múltiplos – vem ganhando destaque entre físicos, astrônomos, matemáticos e filósofos de bar. Ela foi formulada com base em diversos pensamentos contemporâneos sobre a criação do universo e a forma como seus infinitos elementos (entre planetas, estrelas e galáxias) se comportam no espaço. Portanto, seria impossível explicá-la por completo em um único artigo. Mas vou tentar.

De uma forma bastante simples, você pode entender a Teoria dos Multiversos através de uma analogia. Imagine um globo de neve, aquele enfeite que vemos muito em filmes americanos. A redoma de vidro, a parte mais externa desse objeto, seria a fronteira máxima de tudo (tudo mesmo) o que existe. Seria impossível ir além desse limite. Cada floco de neve dentro do vidro representaria um dos infinitos universos que habitam dentro dessa gigantesca esfera. Continuar lendo

Características da Física Quântica

A Física quântica, também conhecida como mecânica quântica, é uma grande área de estudo que se dedica em analisar e descrever o comportamento dos sistemas físicos de dimensões reduzidas, próximos dos tamanhos de moléculas, átomos e partículas subatômicas. Por meio da Física quântica, foi possível compreender os mecanismos dos decaimentos radioativos, das emissão e absorção de luz pelos átomos, da produção de raios x, do efeito fotoelétrico, das propriedades elétricas dos semicondutores etc.  Vejam abaixo algumas características dessa linda e complicada ciência.

Quantização
É quando uma grandeza não apresenta valores contínuos. Por exemplo, uma aguá em aquecimento passa por todas as temperaturas até chegar em seu valor estabelecido, dizemos que ela foi aquecida continuamente. As grandezas físicas são ditas quantizadas quando só pode assumir valores discretos ou seja, não pode assumir qualquer valor, apenas valores inteiros múltiplos de uma carga fundamental, que é a carga do elétron, -1,6 x 10 elevado a menos dezenove coulomb. Continuar lendo

O Espaço-Tempo

Espaço e tempo, na verdade, são faces da mesma moeda. E o jeito que o tempo passa para você pode ser diferente do jeito que ele passa para mim. Se você estiver andando, por exemplo, as horas vão ser mais vagarosas para você do que para alguém que esteja parado. Mas, como as velocidades que vivenciamos no dia a dia são muito pequenas, a diferença na passagem do tempo é ínfima.

O efeito é perceptível quando a gente chuta o balde: se você passasse um ano dentro de uma espaçonave que se desloca a 1,07 bilhão de km/h e depois retornasse para a Terra, as pessoas que ficaram por aqui estariam dez anos mais velhas que você! Como elas estavam praticamente paradas em relação ao movimento da nave, o tempo passou dez vezes mais rápido para elas – mas isso do seu ponto de vista. Para os outros terráqueos, foi você quem teve a experiência de sentir o tempo passar mais devagar. Dessa forma, o tempo deixa de ser um valor universal e passa a ser relativo ao ponto de vista de cada um – daí vem o nome “relatividade”. Continuar lendo