Nosso Sol pode ter nascido com um gêmeo mau: a estrela Nêmesis!

Um novo paradigma sobre como as estrelas são formadas fortaleceu a hipótese de que a maioria delas – se não todas – nascem em pares ou “ninhadas”, com ao menos um irmão. Nossa própria estrela central, rainha do Sistema Solar, provavelmente não é uma exceção: alguns astrônomos suspeitam de que o irmão distante do Sol possa ser o seu gêmeo mau, responsável, segundo eles, pela morte dos dinossauros.

Depois de analisar os dados de uma pesquisa via ondas de rádio, realizada em uma nuvem de poeira na constelação de Perseus, dois pesquisadores da UC Berkeley e do Observatório Astrofísico de Harvard-Smithsonian concluíram quem todas as estrelas semelhantes ao Sol nasceram acompanhadas. “Conduzimos séries de modelos estatísticos para verificar se há explicação para as populações parentais de jovens estrelas, singulares e binárias, dentre todas as separações que ocorreram na Nuvem Molecular de Perseu. O único modelo que poderia reproduzir esses dados foi aquele no qual todas as estrelas se formaram inicialmente em extensão binária”, disse o pesquisador da UC Berkeley, Steven Stahler. Continuar lendo

Esta missão espacial da Nasa nunca foi realizada antes.

Quase 50 anos depois que a astrofísica britânica Jocelyn Bell descobriu a existência de estrelas de nêutrons de rotação rápida, a NASA lançará a primeira missão mundial dedicada ao estudo desses objetos incomuns. A agência também usará a mesma plataforma para realizar a primeira demonstração mundial de navegação por raios-X no espaço. A NASA planeja lançar o Neutron Star Inside Composition Explorer, ou NICER, a bordo do SpaceX CRS-11, uma missão de reabastecimento de carga para a Estação Espacial Internacional a ser lançada a bordo de um foguete Falcon 9.

Cerca de uma semana após a sua instalação como uma carga útil anexada externa, essa pesquisa única começará a observar as estrelas de nêutrons, os objetos mais densos do universo. A missão se concentrará especialmente em pulsares – aquelas estrelas de nêutrons que parecem piscar e desligar porque a sua rotação varre os feixes de radiação, como um farol cósmico. “O momento deste lançamento é apropriado”, explica Keith Gendreau, cientista do Centro de Vôos Espaciais Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, nos EUA, que liderou o desenvolvimento da missão, envolvendo também o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o Laboratório de Pesquisa Naval e universidades em todo os EUA e no Canadá. Continuar lendo

Seis razões que explicam a importância da astronomia para a sociedade.

Com um custo anual de 30,8 milhões de dólares, o Observatório Keck custa 53 mil dólares por uma única noite de operação. O Telescópio Espacial James Webb custará aproximadamente 8,8 bilhões de dólares para atingir a órbita terrestre. E o Sistema de Lançamento Espacial, que levará a cápsula Orion ao espaço, deverá custar US$ 38 bilhões. Por que são gastos bilhões de dólares com a astronomia? Quais são os benefícios dessa ciência para a sociedade? Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pelos avanços na astronomia. Talvez a razão mais importante para estudar a astronomia é que ela procura satisfazer a nossa curiosidade fundamental sobre o mundo em que vivemos, e responder às perguntas grandes:

Como foi o universo criado? De onde viemos? Existem outras formas de vida inteligente? Cada avanço na astronomia move a humanidade um passo à frente na busca pela capacidade de responder a estas perguntas. Com o avanço da tecnologia espacial, estamos tomando um olhar cada vez mais distante para universo primordial, e chegamos à conclusão de que nós somos mera poeira estelar. A astronomia sempre lembra as pessoas de duas coisas aparentemente contraditórias. Primeiro que o universo é infinito e nós não temos a menor fração de importância. E segundo que a vida é rara e preciosa. Uma casa tão bonita e única como a Terra não é muito comum. Devemos protegê-la. Veja abaixo alguns exemplos onde a Astronomia foi e é essencial: Continuar lendo

O lado oculto da Lua!

Não há nada de sombrio ou misterioso no “lado escuro” da Lua. Na verdade, muitas naves tripuladas e não tripuladas – inclusive as famosas missões Apollo e seus astronautas americanos – fotografaram e filmaram essa região do nosso satélite natural. Não encontraram nada de esquisito, somente pedras, areia, crateras e montanhas. E ratificaram o que os astrônomos já estavam carecas de saber: a Lua não tem “lado escuro” nenhum, mas uma face que nunca é vista por quem olha aqui da Terra.

Lado oculto, porém, não quer dizer que ele seja escuro. A Lua, assim como o nosso planeta, gira em torno de seu próprio eixo. Ou seja: tem um ciclo de dia e noite, com cada centímetro da sua superfície sendo iluminado pelo Sol por um determinado período a cada giro completo.  A gente vê sempre o mesmo lado da Lua porque a atração gravitacional exercida pela Terra forçou a ocultação permanente da outra face. Continuar lendo

O Universo está expandindo aceleradamente. Mesmo?

Há cinco anos, três astrônomos receberam prêmio Nobel por um trabalho realizado no final da década de 1990, em que provavam que o universo está se expandindo de forma acelerada. A conclusão veio da análise da Supernova tipo Ia – a espetacular explosão termonuclear de estrelas que estão morrendo – identificada pelo telescópio Hubble e outros grandes telescópios na Terra.

Isso gerou a aceitação geral da ideia de que o universo é dominado por uma substância misteriosa chamada “energia escura” que guia essa expansão acelerada. Agora, um grupo de cientistas liderados por Subir Sarkar, do departamento de física da Universidade de Oxford, coloca em dúvida este conceito. Uma enorme quantidade de dados foi analisada: um catálogo de 740 Supoernovas tipo Ia, mais de dez vezes o número do estudo original. E os pesquisadores encontraram evidência de que a aceleração pode ser muito inferior ao que foi inicialmente imaginado, com dados consistentes com um nível de aceleração constante. Continuar lendo

Vamos dar uma volta em Marte agora?

Marte, por si só, é um planeta que rende milhares de discussões interessantes. As características do local são amplamente pesquisadas por cientistas e outros especialistas, e a geografia, semelhante à de nosso planeta, é impressionante, com diversos elementos que tornam Marte habitável, considerando-se toda a infraestrutura necessária, é claro. Se você quiser dar uma navegada por lá, é possível fazer isso através de duas aplicações online bem bacanas lançadas pela NASA.

A primeira delas é Mars Trek, que compila 50 anos de dados (!!!) para criar uma visualização 3D da superfície do Planeta Vermelho, que pode ser explorado diretamente do seu navegador. A NASA está utilizando a aplicação online para ajudar a determinar onde pode pousar o próximo robô em 2020. Tudo isso faz parte de um plano para enviar humanos a uma missão no planeta a partir da próxima década. A segunda aplicação é a mais legal: Explore Curiosity. Nela, como o próprio nome sugere, você fica no controle do robô Curiosity, que está em Marte desde 2012. Trata-se de um simulador que permite ao usuário “dirigir” pelo planeta utilizando controles manuais a partir de diversos ângulos de câmera diferentes. Continuar lendo

Veja o céu de 10 bilhões de anos atrás.

Em uma das pesquisas multi-observatório mais abrangentes já feitas, astrônomos acreditam que as galáxias como a nossa Via Láctea sofreram um “baby boom” – apelido dado ao súbito aumento de natalidade que aconteceu logo depois da Segunda Guerra Mundial -, produzindo estrelas a uma velocidade absurda, cerca de 30 vezes mais rápido do que hoje. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista “The Astrophysical Journal”.

O nosso sol, no entanto, não estava nessa festa. O frenesi de parto de estrelas da Via Láctea teve seu pico 10 bilhões de anos atrás, mas a nossa estrela estava atrasada e só foi se formar aproximadamente 5 bilhões de anos atrás. Neste momento, a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia já tinha diminuído muito de ritmo. Com base nestas informações, a NASA transformou em imagem como seria o nosso céu em meio a este boom de estrelas por todos os lados. Continuar lendo