Se um astronauta mata outro no espaço, ele pode ser julgado?

Entre os dias 13 e 24 de abril, o subcomitê jurídico do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Sideral (Unoosa, na sigla em inglês) se reuniu em Viena (Áustria) para sua 54ª sessão. Esse grupo de intrépidos juristas, de acordo com a revista “Foreign Policy”, tem por missão estender o direito internacional à medida que nações e empresas vão se aventurando mais longe da Terra.

Eles estão tentando preencher os vácuos jurídicos que cercam, por exemplo, a limpeza dos resíduos que se acumulam em torno do planeta: em 2009, 35 milhões de objetos com mais de 1 milímetro gravitavam à deriva no espaço, com os riscos de colisões aumentando a cada ano. Eles também estão avaliando direitos e deveres de futuros robôs-mineradores em missão de exploração. Por exemplo, deveriam eles servir ao interesse geral, enriquecer uma companhia privada ou os dois? Continuar lendo

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Afinal, viajar no tempo é possível?

Quem nunca imaginou como seria viajar no tempo? Esse assunto é tradado há séculos e com certeza é um dos maiores sonhos da humanidade. Primeiramente vamos começar com notícias ruins. Ao que tudo indica nunca poderemos viajar para o passado, ou seja ir de volta no tempo e assistir vários momentos históricos da humanidade. No que se refere a viagem para o futuro a coisa muda, porque de acordo com a teoria da relatividade de Einstein quanto mais veloz você viaja seu tempo passa mais lento em relação a uma pessoa parada.

Isso chamamos de Dilatação do Tempo. Uma prova da dilatação do tempo é a ISS (Estação Espacial Internacional), os relógios que estão na estação são um pouco mais lentos que o nosso. Existe uma outra opção, sugerida por Einstein junto com o físico Nthan Rosen, através de um buraco de minhoca.  Que funciona como um atalho através do espaço e do tempo. Apesar de não termos descoberto nenhum até agora os buracos de minhocas não são descartados. Vamos entender um pouco sobre os buracos de minhocas: Como já falamos aqui a viagem para o passado parece ser praticamente impossível, então convenhamos que pudéssemos criar um buraco de minhoca, ele só nos permitiria viajar de volta no tempo até o instante em que foi criado. Então nunca poderemos ver os momentos históricos da humanidade. Continuar lendo

Quantas dimensões a física conhece?

Na física, as dimensões são parâmetros utilizados para descrever os fenômenos observados. A física clássica descreve o espaço em três dimensões. A teoria da relatividade geral propõe uma geometria quadridimensional conhecida como espaço-tempo e teorias mais modernas sugerem a existência de dez ou onze dimensões. Oficialmente, apenas quatro, mas há teorias que sugerem até dez dimensões.

Uma das correntes científicas que defendem as dez dimensões é a Teoria das Supercordas, que afirma que as dez dimensões interagiriam entre si como as cordas de um violino. Mas tudo fica só na especulação: os próprios cientistas admitem que, com a tecnologia – atual, ainda não é possível comprovar as dez dimensões. Na Teoria das Supercordas, dimensões vão de uma simples reta até um conjunto de big-bangs.  Antes da primeira dimensão, existe a dimensão zero, que é apenas um ponto. A conexão entre dois pontos forma a primeira dimensão, que é uma reta. Nosso conceito de largura vem dessa conexão entre os pontos. O plano é a segunda dimensão. Para ser bidimensional, um objeto precisa de dois valores numéricos (correspondentes aos nossos conceitos de largura e comprimento) para ser situado, porque ele tem dois eixos Continuar lendo

Descoberto exoplaneta que absorve 97% da luz que incide sobre ele!

Astrônomos da Universidade Keele, no Reino Unido, descobriram um exoplaneta (isto é, um planeta de fora do Sistema Solar) parecido com Júpiter que absorve algo entre 95% e 97% da luz que incide sobre ele. Em outras palavras, o astro é mais escuro que carvão – e está no páreo para ser declarado o planeta mais dark já encontrado no céu. WASP-104b, como foi batizado, é considerado um “Júpiter quente”: um tipo de gigante gasoso cuja órbita fica muito, muito próxima da estrela que o hospeda. Uma comparação vem bem a calhar para dar essa explicação.

Mercúrio (que, só para lembrar, é muito menor que Júpiter), fica a apenas 57,9 milhões de quilômetros do Sol. Para os padrões cósmicos, isso é tão perto que a temperatura na superfície do planeta, durante o dia, alcança 427° C – e um ano, por lá, dura meros 88 dias. Mesmo assim, ele fica a uma distância segura de sua estrela se comparado a WASP-104b. Ao que tudo indica, um ano dura aproximadamente 42 horas por lá. Sim, menos de dois dias. O gigante gasoso fica 13 vezes mais perto de sua estrela do que Mercúrio fica do Sol, a apenas 4,3 milhões de quilômetros. E o pior de tudo: assim como ocorre com a Lua em relação à Terra, o planeta tem um lado claro, que está sempre virado para a estrela, e um lado escuro, em que sempre é noite. Continuar lendo

Buracos negros, mitos e verdades.

Muitas vezes são alvo de romances de ficção científica, os buracos negros são objetos misteriosos que, embora muito reais, têm uma certa mitologia que os rodeia. Alguns desses mitos realmente surgem de alguma verdade científica, enquanto outros são o resultado da imaginação alheia. Então, o que é fato e o que é ficção? E onde é que os buracos negros vêm afinal? Simplificando, um buraco negro é uma região do espaço que é tão densa que nem mesmo a luz pode escapar de sua superfície. No entanto, esse fato é que muitas vezes leva a erros de compreensão. Os buracos negros, especificamente falando, não têm alcance gravitacional maior do que qualquer outra estrela da mesma massa.

Desse modo, se o nosso Sol, de repente se tornasse um buraco negro da mesma massa, o resto dos objetos, incluindo a Terra, não seria afetado gravitacionalmente. A Terra permaneceria em sua órbita atual, assim como o resto dos planetas. (É claro que outras coisas seriam afetadas, como a quantidade de luz e calor que a Terra recebe, ou seja nós ainda estaríamos em apuros, mas não seriamos sugados para dentro do buraco negro.) Existe uma região de espaço em torno do buraco negro de onde a luz não pode escapar, daí que provém o nome buraco negro. O limite desta região é conhecida como o horizonte de eventos, e é definido como o ponto em que a velocidade de escape a partir do campo gravitacional é igual à velocidade da luz. Continuar lendo

Você sabe o que fazer para se tornar um Astronauta?

Quando minha filha Letícia Gabrielli, há 4 anos atrás com apenas 11 anos me perguntou o que era preciso pra ser astronauta, além de ter me deixado muito feliz, respondi e expliquei para ela todo o processo de como se tornar um e então, resolvi postar algo sobre esse assunto, já que nessa idade é o sonho da maioria das crianças. A ideia infantil de viajar para outros planetas através de um foguete — e até mesmo ir à Lua — costuma entusiasmar e tomar conta da imaginação dos pequenos. Então a criança cresce e o sonho passa para a maioria delas. Aquelas que resolvem persistir na decisão de se tornar um astronauta precisam descobrir o que fazer para se especializar nessa profissão que, sinceramente, é uma das mais difíceis para se conseguir uma vaga como profissional e garantir um futuro próspero.

O astronauta é aquele profissional que faz exploração humana no espaço. Porém, engana-se quem pensa que trabalhar em órbita é a única tarefa dele. O que muita gente não sabe é que a maior parte da carreira de um astronauta se passa em treinamentos de solo e também apoiando outras missões. Quem quer ser um astronauta também tem que mergulhar de cabeça nos estudos. O nível mínimo de estudo de um astronauta, exigido pela NASA, é bacharel em Engenharia, Ciências Biológicas, Ciências Físicas ou Matemática. A agência ainda abre algumas exceções para Geografia ou Gestão da Aviação. Para se destacar na profissão, muitos têm mestrado ou doutorado em seu campo de trabalho. O candidato a astronauta precisa estar muito bem preparado. Além do estudo, a NASA exige experiência de, pelo menos, três anos na área profissional e mil horas para piloto em aviões a jato. O mestrado equivale a um ano de experiência e o doutorado a três. Toda qualificação conta muitos pontos aqui. Continuar lendo

Você sabe por que o homem nunca mais foi à Lua?

As missões que levaram o homem à Lua, iniciadas pela Apollo 11 em 1969, foram finalizadas com a Apollo 17, em dezembro de 1972. Foram seis naves tripuladas lançadas ao satélite natural da Terra, que colocaram o homem na superfície lunar. Além dessas, mais uma tinha o intuito de pousar no corpo celeste, a Apollo 13, mas não obteve êxito em função de problemas mecânicos. A missão Apollo 17 foi a última que levou o homem à Lua, e, passados mais de 43 anos, nunca mais um ser humano esteve por lá. Mais do que isso, sequer houve uma nave tripulada que tenha ultrapassado uma órbita terrestre baixa.

A importância de viagens espaciais tripuladas que ultrapassem os limites da nossa órbita e levem a humanidade a explorar não só a Lua novamente, mas também, se possível, outros planetas e corpos celestes, é enorme. Além de representarem uma grande conquista científica para o homem, elas poderão contribuir para um maior entendimento sobre a origem do nosso planeta, do Sistema Solar e até do Universo. E essas são apenas algumas das vantagens que esse tipo de empreitada pode nos proporcionar. Mas se há muito o que ganhar com essas missões espaciais tripuladas, por que elas nunca mais aconteceram? Um artigo publicado pelo site IO9 conta a verdadeira história por trás da missão Apollo 17 e apresenta os fatos que a fizeram ser a última que levou o homem para além dos limites da órbita terrestre. Baseados nessa publicação, nós aqui do Mega apresentamos os pontos que explicam esse fato. Continuar lendo