O Universo está expandindo aceleradamente. Mesmo?

Há cinco anos, três astrônomos receberam prêmio Nobel por um trabalho realizado no final da década de 1990, em que provavam que o universo está se expandindo de forma acelerada. A conclusão veio da análise da Supernova tipo Ia – a espetacular explosão termonuclear de estrelas que estão morrendo – identificada pelo telescópio Hubble e outros grandes telescópios na Terra.

Isso gerou a aceitação geral da ideia de que o universo é dominado por uma substância misteriosa chamada “energia escura” que guia essa expansão acelerada. Agora, um grupo de cientistas liderados por Subir Sarkar, do departamento de física da Universidade de Oxford, coloca em dúvida este conceito. Uma enorme quantidade de dados foi analisada: um catálogo de 740 Supoernovas tipo Ia, mais de dez vezes o número do estudo original. E os pesquisadores encontraram evidência de que a aceleração pode ser muito inferior ao que foi inicialmente imaginado, com dados consistentes com um nível de aceleração constante. O estudo foi publicado na revista Scientific Reports. O professor Sarkar, que também trabalha no Instituto Niels Bohr em Copenhague, afirmou que a descoberta da expansão acelerada conquistou vários prêmios, entre eles o Nobel, mas que atualmente há mais dados que servem de base para análise estatística. Continuar lendo

Vamos dar uma volta em Marte agora?

Marte, por si só, é um planeta que rende milhares de discussões interessantes. As características do local são amplamente pesquisadas por cientistas e outros especialistas, e a geografia, semelhante à de nosso planeta, é impressionante, com diversos elementos que tornam Marte habitável, considerando-se toda a infraestrutura necessária, é claro. Se você quiser dar uma navegada por lá, é possível fazer isso através de duas aplicações online bem bacanas lançadas pela NASA.

A primeira delas é Mars Trek, que compila 50 anos de dados (!!!) para criar uma visualização 3D da superfície do Planeta Vermelho, que pode ser explorado diretamente do seu navegador. A NASA está utilizando a aplicação online para ajudar a determinar onde pode pousar o próximo robô em 2020. Tudo isso faz parte de um plano para enviar humanos a uma missão no planeta a partir da próxima década. A segunda aplicação é a mais legal: Explore Curiosity. Nela, como o próprio nome sugere, você fica no controle do robô Curiosity, que está em Marte desde 2012. Trata-se de um simulador que permite ao usuário “dirigir” pelo planeta utilizando controles manuais a partir de diversos ângulos de câmera diferentes. Continuar lendo

Veja o céu de 10 bilhões de anos atrás.

Em uma das pesquisas multi-observatório mais abrangentes já feitas, astrônomos acreditam que as galáxias como a nossa Via Láctea sofreram um “baby boom” – apelido dado ao súbito aumento de natalidade que aconteceu logo depois da Segunda Guerra Mundial -, produzindo estrelas a uma velocidade absurda, cerca de 30 vezes mais rápido do que hoje. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista “The Astrophysical Journal”.

O nosso sol, no entanto, não estava nessa festa. O frenesi de parto de estrelas da Via Láctea teve seu pico 10 bilhões de anos atrás, mas a nossa estrela estava atrasada e só foi se formar aproximadamente 5 bilhões de anos atrás. Neste momento, a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia já tinha diminuído muito de ritmo. Com base nestas informações, a NASA transformou em imagem como seria o nosso céu em meio a este boom de estrelas por todos os lados. Continuar lendo

O que são estrelas de nêutrons?

Estrelas de nêutrons são, indiscutivelmente, um dos objetos mais exóticos do Universo. Como um daqueles amigos irritantes que aparentemente se superestima em cada aspecto da vida, estrelas de nêutrons excedem em quase todas as categorias: gravidade; força do campo magnético; densidade; e temperatura.

“Mas espere”, eu ouvi dizer, “buracos negros são muito mais densos!” Em certo sentido, isso é verdade, mas não podemos realmente determinar a estrutura interna de um buraco negro, uma vez que ela está para sempre oculta por trás do horizonte de eventos. Estrelas de nêutrons, com uma crosta sólida (e com até mesmo oceanos e atmosfera!) são os objetos sólidos mais densos que podemos observar, chegando algumas vezes a densidade de um núcleo atômico em seu núcleo. Uma amostra de material de estrela de nêutrons do tamanho de um grão de areia pesaria aproximadamente o mesmo que o maior navio que já navegou pelos nossos mares – mais de 500.000 toneladas. Estrelas de nêutrons também oferecem uma riqueza de comportamento extremo que as tornam um alvo atraente para os astrofísicos. Continuar lendo

Trabalho incrível retrata todo o Universo em apenas uma imagem.

Agora você pode conferir tudo que há no universo olhando para apenas uma imagem. Exatamente, a representação criada pelo artista e músico Pablo Carlos Budassi reúne todos os elementos que compõe o cosmos em apenas uma figura. Aqui no Mega Curioso nós gostamos muito do universo e sempre publicamos notícias, teorias, estudos, imagens e qualquer novidade que envolva o tema.

Sobre isso, inclusive, já apresentamos aqui o mapa que lhe dá uma noção melhor sobre o tamanho do Sistema Solar. E o nosso sistema é justamente o ponto central da figura criada por Budassi, que se trata de um mapa logarítmico. Esses mapas permitem reunir áreas enormes em gráficos manejáveis com escala decrescente, na medida em que se move do centro para as bordas. Ou seja, quanto mais próximos do centro da imagem estejam localizados os objetos, maior será a escala em que serão retratados. Assim, mais distante está do nosso Sistema Solar, menor é a área do mapa destinada ao elemento do cosmos em questão. Continuar lendo

Se a Terra está girando a 1,7 mil km/h, como é que não sentimos nada?

Nós já falamos aqui no Universo Genial sobre o que aconteceria se, de repente, o nosso planeta parasse de girar e, conforme explicamos na matéria, as consequênciaas seriam catastróficas, já que a Terra gira a quase 1,7 mil quilômetros por hora — ou 1.675 mil km/h, para sermos mais precisos. No entanto, deixando as tragédias de lado, se o nosso mundo está se movendo tão depressa, como é que ninguém sente nada, nem uma tonturazinha sequer?

De acordo com Signe Dean, do portal Science Alert, a velocidade de rotação da Terra equivale a 465 metros por segundo — ou um pouco menos para os poucos que se encontram nos polos —, e nós não sentimos nada por conta da própria natureza do movimento. Segundo Signe, para entender esse curioso fenômeno, basta imaginar o que acontece conosco quando estamos viajando de avião, por exemplo. Quando nos encontramos em uma aeronave, voando em altitudes e velocidades constantes — e passeamos pelo interior do avião, incomodando os demais passageiros —, nós não sentimos que estamos nos deslocando a mais de 800 quilômetros por hora. Continuar lendo

Os segredos mais estranhos sobre a Lua.

A Lua é a companheira mais próxima do nosso planeta em suas viagens pelo espaço e é o único corpo celestial (além da Terra, claro) que os seres humanos tiveram a oportunidade de visitar pessoalmente até agora. Ainda assim, mesmo com toda a sua proximidade e familiaridade, nosso satélite ainda esconde muitos segredos. De seus aspectos científicos mais estranhos até as múltiplas formas em que afeta as nossas vidas, a Lua é um mistério que definitivamente vale a pena conferir de perto. Por esse motivo, você vê a seguir 11 dos fatos mais curiosos sobre o nosso querido satélite. Ainda que seja pouco mais que um grande pedaço de rocha com pouquíssima atividade geológica, a Lua também tem seus chacoalhões.

Esses movimentos similares a terremotos são divididos em quatro categorias, sendo as três primeiras (tremores profundos, vibrações por impactos de meteoritos e movimentos termais causados pelo calor do Sol) relativamente inofensivas. Já a quarta variante (tremores “rasos”) pode ser bastante desagradável, chegando a 5,5 graus na escala Richter e durando por incrivelmente longos 10 minutos. De acordo com a NASA, outro efeito deles é fazer a Lua “soar como um sino”. E o mais assustador é que não fazemos ideia do motivo por trás dos terremotos, já que o satélite não possui placas tectônicas ativas. Alguns pesquisadores acreditam que as ocorrências podem estar relacionadas às atividades das marés na Terra, que são causadas pela atração lunar. No entanto, essa teoria se demonstra inconclusiva, já que as forças marítimas afetam a Lua como um todo e os tremores acontecem em locais específicos.
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