Astrônomos descobrem a menor galáxia satélite da Via Láctea!

Astrônomos observaram através do Telescópio Subaru, no Japão, uma nova galáxia satélite da Via Láctea. Os especialistas acreditam que este é o menos brilhante companheiro já descoberto da nossa galáxia. A pequena galáxia, chamada Virgem I, junta-se a cerca de 50 companheiras conhecidas da Via Láctea. Ela está localizada a 280.000 anos-luz de distância e tem 124 anos-luz de diâmetro – algo minúsculo mesmo para uma galáxia anã. Como comparação, a Via Láctea tem cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro.

A galáxia satélite foi descoberta apenas recentemente porque estava abaixo do limite de detecção de pesquisas anteriores. Do nosso ponto de vista, a luz da Virgem I é 1,5 bilhões de vezes mais fraca do que a Grande Nuvem de Magalhães, a maior companheira da nossa galáxia, e é ainda mais fraca do que a maioria das estrelas. A galáxia tem uma magnitude absoluta de -0,8, o que faz dela 1,6 vezes mais fraca do que o nosso Sol, que é bastante médio. Relatada no Astrophysical Journal, esta descoberta implica que a nova galáxia poderia ser a primeira de muitas companheiras anãs ultra-fracas.  “Esta descoberta implica centenas de pequenos satélites anões à espera de serem descobertos ao redor da Via Láctea”, disse o autor principal Masashi Chiba, da Universidade de Tohoku, no Japão. Continuar lendo

A causa dos eventos mais violentos do Universo!

Um novo estudo da Universidade de Princeton, nos EUA, propôs uma solução para um mistério que tem intrigado o mundo da física há décadas: como as explosões solares, as rajadas de raios gama e as auroras boreais disparam tão rapidamente? Essa é uma questão importante, já que as explosões solares podem interromper os meios de comunicação na Terra, e rajadas de raios gama podem extinguir a vida no planeta sem qualquer aviso.

Agora, os cientistas pensam que podem finalmente ter uma resposta. Todos esses fenômenos de alta energia ocorrem graças a algo chamado de “reconexão magnética”, que ocorre quando as linhas do campo magnético se juntam, se separam e se reconectam explosivamente. Até hoje, porém, os físicos não foram capazes de descobrir como isso pode acontecer tão rápido.  Logo abaixo, você vê uma demonstração da reconexão magnética: As linhas do campo magnético que você pode ver em vermelho e azul são incorporadas no plasma – o gás quente e carregado que compõe 99% do universo visível. De acordo com a nossa compreensão atual, o processo de reconexão magnética ocorre em finas folhas de plasma, onde a corrente elétrica é altamente concentrada. Continuar lendo

Será que nós já viajamos entre múltiplos universos?

Será que somos (ou seremos, algum dia) capazes de viajar para outros universos? Existem muitas maneiras diferentes de um multiverso poder existir. O físico da Universidade de Columbia e principal teórico do campo das cordas, Brian Greene, explica no vídeo abaixo como poderíamos fazer isso – ou como, segundo ele, já fazemos. Greene explica que a resposta para essa pergunta depende do tipo de multiverso que estamos imaginando.

Ele fala sobre duas possibilidades: em uma delas, teriam havido múltiplos Big Bangs, que teriam criado múltiplos universos, e viajar de um universo para outro seria impossível, porque nós não podemos sair do nosso universo. “Sair do nosso universo para ir até outro universo (nesse caso) seria basicamente voltar no tempo até antes do Big Bang que criou o nosso universo, e isso é algo que eu não acho que nós possamos fazer”, explica.A outr a possibilidade parece mais promissora, e vem da física quântica. A física quântica diz que a teoria só pode prever a probabilidade de uma possibilidade ou de outra: um elétron tem 50% de chances de estar nessa posição e 50% de chances de estar em outra posição. Continuar lendo

Buraco negro “peladão” é descoberto correndo pelo Universo!

Astrônomos utilizaram os radiotelescópios Very Long Baseline Array (VLBA) para identificar os restos destroçados de uma galáxia que colidiu com uma galáxia muito maior. As duas galáxias são parte de um aglomerado de galáxias que está a mais de 2 bilhões anos-luz da Terra. A colisão entre galáxias não é incomum, mas normalmente quando isso acontece, os buracos negros de seus centros entram em órbita até se unirem, liberando grandes quantidades de energia como ondas gravitacionais.

Neste caso curioso, porém, o resultado do encontro foi que a galáxia menor acabou “despida” de suas estrelas e gases, restando apenas um buraco negro supermassivo que continua percorrendo sozinho o universo a uma velocidade de 3.218 km/s.  A descoberta foi realizada como parte de um programa que detecta buracos negros supermassivos (milhões ou bilhões de vezes maiores que o Sol) que não estão no centro de galáxias. “Estamos procurando por duplas de buracos negros que se orbitam, sendo que um deles não fica no centro da galáxia. Isso é uma evidência de que duas galáxias se uniram”, explica James Condon, do National Radio Astronomy Observatory, localizado no Novo México (EUA). “Ao invés de encontrar isso, achamos este buraco negro indo em direção contrária à galáxia maior e deixando um rastro de detritos gasosos para trás. Nunca vimos nada parecido antes”, aponta ele. Continuar lendo

Stephen Hawking: entrar em contato com alienígenas pode ser perigoso.

Quando falamos sobre a existência de civilizações alienígenas inteligentes, geralmente discutimos sobre a procura por elas. Como vamos encontrá-las? Onde elas estão? Elas estão lá? Que ações devemos tomar se – ou quando – as encontramos ou elas nos encontrarem? Bem, de acordo com o físico Stephen Hawking, provavelmente devemos parar de tentar entrar em contato com civilizações extraterrestres, porque descobrir civilizações avançadas poderia colocar a humanidade e a Terra numa situação bastante arriscada. E a má notícia é que já estamos transmitindo nossa localização para o Universo há anos.

O aviso de Hawking aparece em um novo filme online chamado “Lugares Favoritos de Stephen Hawking”, que mostra o famoso cientista em uma nave espacial fictícia chamada SS Hawking, explorando seus lugares favoritos no Universo. “À medida que envelheço, estou mais convencido do que nunca de que não estamos sozinhos. Depois de uma vida inteira me perguntando, estou ajudando a liderar um novo esforço global para descobrir isso”, diz Hawking no filme enquanto explora Gliese 832c, um planeta que está a 16 anos-luz de distância e pode ter vida alienígena. “O projeto Breakthrough Listen irá explorar o milhão de estrelas mais próximo a procura de sinais de vida, mas eu sei exatamente o lugar onde começar a procurar. Um dia poderemos receber um sinal de um planeta como Gliese 832c, mas devemos ter cuidado ao responder de volta”, aponta. Continuar lendo

Meteorito encontrado em Marte pode revelar segredos do planeta vermelho.

A sonda Curiosity da NASA encontrou um objeto bastante curioso em Marte. Após analisá-lo com um espectrômetro a laser, o sinal que voltou confirmou que era um meteorito de ferro e níquel que caiu do céu do planeta vermelho muito tempo atrás.  Segundo o comunicado da NASA, os meteoritos de ferro e níquel são comumente encontrados na Terra, e exemplos anteriores foram vistos em Marte, mas este, que está sendo chamado de “Rocha-Ovo”, é o primeiro no planeta vermelho examinado com um espectrômetro de disparo a laser. Para isso, a equipe da sonda usou o instrumento Chemistry and Camera (ChemCam) da Curiosity.

Cientistas do projeto Mars Science Laboratory (MSL), que operam a sonda, notaram pela primeira vez a rocha estranha nas imagens tiradas pela Mast Camera da Curiosity (Mastcam) em um local onde a sonda chegou em 27 de outubro. “O aspecto escuro, liso e lustroso e sua forma esférica atraiu a atenção de alguns cientistas do MSL”, disse Pierre-Yves Meslin, membro da equipe da ChemCam, do Instituto de Pesquisa em Astrofísica e Planetologia (IRAP), do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) e da Universidade de Toulouse, na França.  A ChemCam encontrou ferro, níquel e fósforo, além de outros componentes em menor quantidade, em concentrações ainda sendo determinadas através da análise do espectro de luz produzido a partir de dezenas de pulsos de laser em nove pontos do objeto. Continuar lendo

Grandes reflexões que vão te introduzir aos pensamentos de Carl Sagan!

Carl Sagan foi um cientista que, definitivamente, não teve medo de especular. É claro que ele sabia muito bem separar o que era ciência do que era especulação. Mas o jeito irresistível através do qual relacionava conceitos científicos com conteúdos imaginativos pertinentes tornava seu pensamento único e fascinante para o público leigo. Não é à toa que ele é considerado um dos maiores divulgadores de ciência de todos os tempos.

Além de inspirar toda uma geração de novos cientistas (em grande medida com a série Cosmos), Sagan também adotava um tom poético e filosófico nos assuntos que discutia, tornando suas reflexões ao mesmo tempo belas e dotadas de elementos capazes de despertar uma consciência humanista nas pessoas. Se fôssemos apresentar todas as frases de impacto do astrônomo que têm o potencial de tornar uma pessoa melhor, provavelmente teríamos de escrever um livro. Mesmo assim, resolvemos escolher algumas citações e pensamentos de Carl Sagan que sintetizam certos aspectos centrais da visão que ele tinha das coisas. Se “somos todos poeira de estrelas” é a única referência que você tem sobre as ideias de Sagan, então os tópicos abaixo podem lhe ajudar a se aprofundar um pouco mais no jeito tão especial que ele tinha de encarar o cosmos – e nós mesmos. Não percam no final da postagem o vídeo completo, Um Pálido Ponto Azul! Confira: Continuar lendo